O agronegócio de Santa Catarina é uma das principais forças da economia estadual e nacional. Mesmo ocupando pouco mais de 1% do território brasileiro, o estado se destaca na produção de alimentos e é o segundo maior exportador de proteína animal do país. Os resultados reforçam a importância do setor neste 25 de fevereiro, quando se celebra o Dia do Agronegócio.
Atualmente, o valor da produção agropecuária catarinense supera R$ 60 bilhões por ano. Em 2024, período mais recente com dados consolidados, a produção animal respondeu por 60% desse total, demonstrando crescimento superior ao da produção agrícola.
Suínos, aves e leite lideram faturamento
Entre as atividades que mais geram receita no campo catarinense, a produção de suínos para abate ocupa a primeira posição. Na sequência aparecem:
- Produção de aves para abate
- Produção de leite
- Soja
- Tabaco
O desempenho coloca Santa Catarina na liderança nacional na produção e exportação de carne suína e na segunda colocação nas exportações de carne de aves.
Em 2024, as exportações alcançaram cifras bilionárias:
- US$ 2,44 bilhões em carne de aves
- US$ 1,85 bilhão em carne suína
Mais de 150 países importam carnes produzidas no estado, reconhecendo o alto padrão sanitário catarinense.
Status sanitário garante competitividade
Um dos fatores que explicam o sucesso do setor é o rigor no controle sanitário. Desde 1979, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) atua no monitoramento e controle de doenças que afetam animais e pragas agrícolas.
A erradicação da febre aftosa e o controle de doenças como brucelose e tuberculose colocam o estado entre os melhores indicadores sanitários do país. Esse reconhecimento amplia mercados, fortalece a competitividade e contribui para a segurança alimentar.
Na agricultura, programas como o de Controle da Ferrugem Asiática da Soja também ajudam a manter a produtividade e a qualidade das lavouras.
Fruticultura em expansão
Além das carnes e grãos, a fruticultura vem ganhando espaço na economia catarinense. A produção de maçã, banana e maracujá movimenta diferentes regiões e mantém reconhecimento nacional e internacional pela qualidade.
Programas de defesa sanitária vegetal contribuem para o controle de pragas e fungos, garantindo produtividade e padrão comercial.
Programas fortalecem o produtor rural
O crescimento do agronegócio catarinense também conta com políticas públicas desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), em conjunto com a Cidasc e a Epagri.
Entre os principais programas de apoio ao produtor estão:
- Terra Boa: incentivo à produtividade com insumos, sementes e apoio a sistemas de produção. A previsão para 2026 é disponibilizar mais de R$ 137,8 milhões.
- Fundesa: indenização para abate sanitário de animais afetados por doenças previstas em programas de controle.
- Leite Bom SC: financiamentos e subvenção de juros para qualificação da produção leiteira.
- Safra Garantida: proteção da renda do pequeno produtor diante de eventos climáticos.
- Financia Agro SC: financiamento para inovação e qualificação de cadeias produtivas, com valores que podem chegar a R$ 1 milhão para projetos coletivos.
- Programas emergenciais: apoio diante de situações excepcionais, como eventos climáticos extremos.
Impacto direto na economia catarinense
O agronegócio é responsável por geração de empregos, renda e divisas internacionais, além de fortalecer cadeias produtivas e a infraestrutura logística do estado.
A combinação entre tecnologia no campo, políticas públicas estruturadas e rigor sanitário consolidou Santa Catarina como referência nacional em produção de alimentos. No Dia do Agronegócio, os números reforçam o papel estratégico do setor para o desenvolvimento econômico e social catarinense.
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