Pela primeira vez em pelo menos oito anos, Criciúma ultrapassou a marca de 5 mil toneladas de lixo recolhidas em um único mês. A informação foi confirmada pelo coordenador-geral de Meio Ambiente e Saneamento Básico do município, Walter Tiscoski, em entrevista concedida nesta quarta-feira (26), à Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação, ao jornalista Denis Luciano.
Segundo ele, o aumento no volume impacta diretamente o contrato de coleta, executado pela empresa terceirizada RACLI, que é fiscalizado pela Prefeitura.
Falhas pontuais e notificação à empresa
Durante a entrevista, Tiscoski explicou que moradores de bairros como Imigrantes, Próspera, São Luiz, Pinheirinho e Jardim União relataram problemas na coleta no início da semana. A prefeitura notificou a empresa e determinou providências imediatas.
De acordo com o coordenador, a falha ocorreu na segunda-feira (24), em razão de problemas com equipamentos utilizados na coleta. A empresa reforçou as equipes, inclusive com apoio de outro município, e regularizou o serviço ao longo do dia.
“Chamamos a empresa, notificamos formalmente e cobramos solução imediata. O problema foi resolvido no mesmo dia”, afirmou.
Ele ressaltou que o município acompanha de perto a execução do contrato e que novas falhas podem gerar medidas mais rigorosas, incluindo até mesmo a rescisão contratual, embora esse seja um processo considerado complexo.
Crescimento no volume de resíduos
Conforme dados disponíveis no Portal da Transparência, o município registrou aumento significativo na quantidade de lixo coletado. Em comparação entre janeiro de 2025 e janeiro de 2024, houve acréscimo de aproximadamente 450 toneladas.
Tiscoski atribuiu o crescimento ao aumento populacional e à mudança nos hábitos de consumo, com maior geração de resíduos sólidos.
Apesar disso, ele destacou que o aumento na tonelagem não justifica falhas no serviço.
Contrato supera R$ 2,3 milhões por mês
O pagamento à empresa é feito por tonelada recolhida. Atualmente, o valor mensal investido pelo município na coleta, transporte e destinação final dos resíduos no aterro sanitário varia entre R$ 2,3 milhões e R$ 2,4 milhões.
Trata-se de um dos contratos mais expressivos da administração municipal.
A prefeitura reforçou que mantém fiscalização contínua sobre o serviço e que seguirá cobrando cumprimento rigoroso das cláusulas contratuais.
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