Criciúma ultrapassa 5 mil toneladas de lixo por mês e reforça fiscalização sobre coleta

Coordenador de Meio Ambiente detalhou em entrevista à Rádio Cidade em Dia que falhas pontuais foram notificadas e serviço foi normalizado no mesmo dia

José Demathé

Publicado em: 26 de fevereiro de 2026

4 min.

Criciúma ultrapassa 5 mil toneladas de lixo por mês e reforça fiscalização sobre coleta Foto: Manuela Oliveira

Pela primeira vez em pelo menos oito anos, Criciúma ultrapassou a marca de 5 mil toneladas de lixo recolhidas em um único mês. A informação foi confirmada pelo coordenador-geral de Meio Ambiente e Saneamento Básico do município, Walter Tiscoski, em entrevista concedida nesta quarta-feira (26), à Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação, ao jornalista Denis Luciano.

Segundo ele, o aumento no volume impacta diretamente o contrato de coleta, executado pela empresa terceirizada RACLI, que é fiscalizado pela Prefeitura.

Falhas pontuais e notificação à empresa

Durante a entrevista, Tiscoski explicou que moradores de bairros como Imigrantes, Próspera, São Luiz, Pinheirinho e Jardim União relataram problemas na coleta no início da semana. A prefeitura notificou a empresa e determinou providências imediatas.

De acordo com o coordenador, a falha ocorreu na segunda-feira (24), em razão de problemas com equipamentos utilizados na coleta. A empresa reforçou as equipes, inclusive com apoio de outro município, e regularizou o serviço ao longo do dia.

“Chamamos a empresa, notificamos formalmente e cobramos solução imediata. O problema foi resolvido no mesmo dia”, afirmou.

Ele ressaltou que o município acompanha de perto a execução do contrato e que novas falhas podem gerar medidas mais rigorosas, incluindo até mesmo a rescisão contratual, embora esse seja um processo considerado complexo.

Crescimento no volume de resíduos

Conforme dados disponíveis no Portal da Transparência, o município registrou aumento significativo na quantidade de lixo coletado. Em comparação entre janeiro de 2025 e janeiro de 2024, houve acréscimo de aproximadamente 450 toneladas.

Tiscoski atribuiu o crescimento ao aumento populacional e à mudança nos hábitos de consumo, com maior geração de resíduos sólidos.

Apesar disso, ele destacou que o aumento na tonelagem não justifica falhas no serviço.

Contrato supera R$ 2,3 milhões por mês

O pagamento à empresa é feito por tonelada recolhida. Atualmente, o valor mensal investido pelo município na coleta, transporte e destinação final dos resíduos no aterro sanitário varia entre R$ 2,3 milhões e R$ 2,4 milhões.

Trata-se de um dos contratos mais expressivos da administração municipal.

A prefeitura reforçou que mantém fiscalização contínua sobre o serviço e que seguirá cobrando cumprimento rigoroso das cláusulas contratuais.


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