Com a morte de Khamenei, Irã reage e Trump ameaça força inédita

Líder supremo do Irã morreu em bombardeios atribuídos a EUA e Israel; Teerã promete vingança e tensão cresce no Oriente Médio

Ewertom Rodrigues

Publicado em: 1 de março de 2026

5 min.
Com a morte de Khamenei, Irã promete retaliação e Trump ameaça reação com “força nunca vista” no Oriente Médio

Com a morte de Khamenei, Irã promete retaliação e Trump ameaça reação com “força nunca vista” no Oriente Médio. - Foto: Reuters

Com a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, em bombardeios no sábado (28), o governo iraniano prometeu retaliação contra Estados Unidos e Israel, enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que responderá com “força nunca vista antes” caso haja novos ataques. A ofensiva atingiu 14 cidades iranianas e deixou ao menos 201 mortos e 747 feridos, segundo a Agência Brasil.

A operação militar teria como objetivo desmantelar o programa nuclear iraniano e enfraquecer o regime no país, conforme autoridades envolvidas na ação.

Trump ameaça reação “com força nunca vista”

Em publicação na plataforma Truth Social, na madrugada deste domingo (1º), Trump advertiu o governo iraniano sobre possíveis ataques de retaliação.

“O Irã acaba de declarar que vai atacar com muita força hoje, mais forte do que jamais atacou antes. É melhor que não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca vista antes”, escreveu.

Governo iraniano promete “vingança legítima”

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que a retaliação é um “dever e direito legítimo” após a morte de Khamenei.

“A República Islâmica do Irã considera o derramamento de sangue e a vingança contra os perpetradores deste crime histórico como seu dever e direito legítimo”, afirmou em comunicado oficial.

A Guarda Revolucionária Islâmica também anunciou que os responsáveis enfrentarão punição “severa e decisiva”.

Autoridades mortas nos ataques

Além de Khamenei, a mídia estatal iraniana confirmou a morte de integrantes da cúpula do regime:

  • Amir Nasirzadeh, ministro da Defesa
  • Mohammed Pakpour, comandante da Guarda Revolucionária
  • Abdolrahim Mousavi, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas
  • Gholamreza Rezaian, chefe de Inteligência da polícia nacional
  • Almirante Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo

A eliminação de lideranças estratégicas amplia o risco de instabilidade interna e aumenta a possibilidade de um confronto regional de maiores proporções.

Retaliação já atinge países do Oriente Médio

Ainda no sábado, o Irã lançou mísseis e drones contra países que abrigam bases militares norte-americanas ou instalações estratégicas na região. Foram registrados ataques em:

  • Israel
  • Catar
  • Kuwait
  • Emirados Árabes Unidos
  • Bahrein
  • Arábia Saudita
  • Jordânia

Neste domingo, Israel informou ter atingido o “coração” de Teerã, capital iraniana, em nova ofensiva aérea.

Risco de escalada militar

Especialistas em relações internacionais avaliam que o confronto direto entre Estados Unidos e Irã pode desencadear um conflito regional ampliado, com impacto na segurança global e nos mercados de energia.

A comunidade internacional acompanha os desdobramentos e pressiona por contenção para evitar uma guerra de maiores proporções no Oriente Médio.


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