A Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco neste domingo (1º) da manifestação “Acorda Brasil”, organizada por lideranças da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ato teve concentração em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), a partir das 14h, e contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que recentemente lançou sua pré-candidatura à Presidência da República.
O movimento também registrou mobilizações em outras cidades do país. Em São Paulo, o foco dos discursos esteve direcionado à gestão federal e à atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
A transmissão oficial foi realizada pelo pastor Silas Malafaia.
Novo foco da pauta
Diferentemente de manifestações anteriores, o ato deste domingo não teve como principal bandeira a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. O centro das críticas foi o caso do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.
Parlamentares e organizadores afirmaram que os desdobramentos das investigações envolvendo a instituição financeira levantam questionamentos sobre decisões no âmbito do Judiciário e sobre a condução do governo federal.
Lideranças no palanque
A organização do evento ficou sob responsabilidade do deputado estadual Tomé Abduch, do movimento Nas Ruas. No palco, a presença de nomes influentes da direita evidenciou tanto a capacidade de mobilização quanto as disputas internas do campo político.
Entre os participantes estavam:
- Flávio Bolsonaro (PL-RJ): senador e pré-candidato à Presidência, que busca ampliar sua projeção nacional.
- Nikolas Ferreira (PL-MG): deputado federal com forte atuação nas redes sociais e papel relevante na convocação do público.
- Aliados paulistas ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apesar de participar da transmissão e marcar presença no ato, Silas Malafaia não esteve à frente da organização desta mobilização.
Momento de reorganização
O ato ocorre em meio a um cenário de rearranjo dentro do Partido Liberal (PL). Há divergências entre grupos mais alinhados aos filhos de Jair Bolsonaro e setores que orbitam a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira.
A manifestação também é vista como um teste de mobilização para a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, que tenta consolidar seu nome no campo conservador.
Até o fim da tarde, não havia registro de incidentes relevantes na concentração na capital paulista.
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