Uma criciumense que mora em Dubai relatou momentos de tensão após ataques com mísseis e drones atingirem a região nos Emirados Árabes Unidos. Camila Gomes participou ao vivo de entrevista na manhã desta segunda-feira (2), na Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação, conduzida pelo jornalista Denis Luciano.
Moradora de Dubai, Camila contou que estava no aeroporto, onde trabalha com atendimento ao público em empresa aérea, quando os voos começaram a ser suspensos. Segundo ela, a situação evoluiu rapidamente, culminando no fechamento do espaço aéreo e em ataques que atingiram áreas próximas.
“Tudo aconteceu de forma muito rápida. Primeiro suspenderam os voos, depois vieram as notícias sobre mísseis interceptados e drones. Em menos de uma hora ouvi um estrondo forte. O pavilhão onde eu estava trabalhando foi atingido”, relatou.
Ataques e feridos no aeroporto
De acordo com Camila, houve feridos no aeroporto de Dubai, embora informações divulgadas no Brasil sobre uma morte no local não se confirmem. “A morte que foi noticiada aconteceu, aparentemente, em Abu Dhabi. Em Dubai, tivemos feridos, mas não casos graves”, explicou.
Ela relatou ter visto colegas sendo retirados do local e afirmou que o clima era de surpresa, já que Dubai é considerada uma cidade segura. “Nunca tinha acontecido algo assim em Dubai. A gente estava tranquilo, achando que nada iria chegar até aqui”, disse.
Segundo a criciumense, o governo dos Emirados Árabes tem conseguido interceptar cerca de 98% dos drones e mísseis lançados. Os danos registrados seriam resultado de artefatos que não foram neutralizados ou de destroços das interceptações.
Clima de tensão e rotina mantida
Apesar dos ataques, Camila afirmou que a rotina fora do aeroporto segue relativamente normal. Comércios, cafeterias, mercados e serviços continuam funcionando, embora exista um clima de tensão constante.
“Hoje mesmo acordei com três estrondos. A janela treme, a porta treme, e a gente não sabe se é um ataque ou uma interceptação. O som é muito parecido, então isso gera medo”, relatou.
O espaço aéreo segue fechado para monitoramento, o que provocou o cancelamento de voos. Segundo ela, a medida é necessária para diferenciar aeronaves civis de possíveis ameaças.
Após os episódios, Camila deixou temporariamente Dubai e se deslocou para outro emirado, em uma região mais afastada. “Estou mais próxima do deserto e das montanhas, onde não há alvos estratégicos. Isso traz mais tranquilidade”, afirmou.
Preocupação da família em Criciúma
Com pais e irmão morando em Criciúma, Camila disse que a família acompanha as notícias com preocupação. “Eles ficam apreensivos, mas já reforcei que o governo tem feito um esforço grande para controlar a situação”, declarou.
A entrevista completa foi concedida nesta segunda-feira (2), durante o programa Em Dia com a Cidade da Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação.
O que se sabe até o momento
- Voos foram suspensos e o espaço aéreo de Dubai segue fechado;
- Mísseis e drones foram interceptados em grande parte pelo sistema de defesa;
- Houve feridos no aeroporto de Dubai, sem confirmação de mortes no local;
- A rotina da cidade segue com funcionamento normal do comércio;
- O clima é de tensão, principalmente entre turistas.
O cenário ainda é de incerteza, mas, segundo a criciumense, as autoridades locais seguem monitorando a situação e reforçando os sistemas de defesa para evitar novos danos.
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