Santa Catarina deve registrar 810 novos casos de leucemia em 2026, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A doença, que está entre os dez tipos de câncer mais comuns no Brasil, afeta as células sanguíneas — especialmente os glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo.
A campanha Fevereiro Laranja, dedicada à conscientização sobre a leucemia, reforçou durante o mês a importância do diagnóstico precoce e da atenção aos sinais de alerta. Em 2025, o Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON), unidade de referência no estado, atendeu 417 pacientes com a doença.
De acordo com a gerente técnica do CEPON, doutora Mary Anne Taves, a informação é fundamental para que a população reconheça sintomas e busque atendimento médico rapidamente.
O que é leucemia e como a doença se desenvolve
A leucemia é um tipo de câncer que se origina na medula óssea, local onde as células do sangue são produzidas. A doença pode ser classificada de duas formas:
- Quanto à velocidade de progressão: aguda ou crônica;
- Quanto ao tipo de célula afetada: linfoide ou mieloide.
As leucemias agudas evoluem de forma rápida e exigem diagnóstico e tratamento imediatos. Já as leucemias crônicas costumam ter progressão mais lenta e, muitas vezes, apresentam poucos sintomas no início.
Principais sintomas de alerta
Segundo a especialista, é essencial que a população esteja atenta aos sinais do próprio corpo. Entre os principais sintomas da leucemia aguda estão:
- Anemia de rápida evolução;
- Cansaço intenso e repentino;
- Sangramentos na pele;
- Sangramento na gengiva ao escovar os dentes;
- Febre;
- Aumento de linfonodos (ínguas).
“Outras doenças podem causar sintomas semelhantes. Por isso, a avaliação médica é indispensável para o diagnóstico correto”, destaca a médica.
A leucemia aguda pode atingir qualquer faixa etária, desde crianças até idosos. Já as formas crônicas são mais comuns a partir dos 40 ou 50 anos e tendem a apresentar sintomas mais discretos.
Como é feito o diagnóstico
O primeiro passo para a investigação é o hemograma, exame simples de sangue que avalia as células sanguíneas. Em casos suspeitos, são solicitados exames mais específicos, como:
- Exames da medula óssea;
- Testes de marcadores celulares.
O hemograma pode ficar pronto no mesmo dia em situações de emergência e, em atendimentos ambulatoriais, geralmente é liberado em até três dias.
Pacientes que apresentem sintomas intensos e de rápida evolução devem procurar pronto atendimento. Nos casos menos urgentes, a orientação é buscar a unidade básica de saúde.
Leucemia tem cura?
De acordo com a doutora Mary Anne Taves, a leucemia pode ter cura, mas as chances variam conforme o tipo da doença, a idade do paciente e os marcadores identificados nos exames.
“O índice de sucesso não é de 100% e depende de diversos fatores, mas é uma doença que pode ser curada”, afirma.
O tratamento é definido conforme o subtipo e a condição clínica do paciente, podendo incluir:
- Quimioterapia;
- Radioterapia;
- Imunoterapia;
- Terapias-alvo;
- Transplante de medula óssea.
Importância da conscientização
A campanha de conscientização reforça que o diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso no tratamento. Manter os exames em dia e procurar atendimento médico diante de alterações persistentes são medidas fundamentais.
Com a previsão de crescimento no número de casos no estado, especialistas alertam para a necessidade de informação qualificada e acesso rápido ao sistema de saúde.
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