El Niño deve mudar o clima no Brasil e acender alerta para 2026

Aquecimento do Pacífico avança, aumenta risco de chuva excessiva no Sul e seca no Norte e Nordeste

Ewertom Rodrigues

Publicado em: 2 de março de 2026

5 min.
El Niño avança no Pacífico e pode provocar chuva intensa no Sul e seca no Norte e Nordeste em 2026

El Niño avança no Pacífico e pode provocar chuva intensa no Sul e seca no Norte e Nordeste em 2026. - Foto: Canva

O avanço do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico Equatorial deve provocar mudanças importantes no padrão de chuvas e temperaturas no Brasil ao longo de 2026. Embora os efeitos ainda não sejam sentidos de forma ampla, especialistas apontam que o aquecimento das águas já está em curso e pode ganhar força até maio.

Relatórios recentes da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) indicam a presença de um El Niño costeiro, responsável por chuvas intensas no Peru e no Equador. A tendência é que o fenômeno se consolide nos próximos meses, alterando gradualmente o comportamento do clima na América do Sul.

No Brasil, a transição ocorre em meio ao fim do verão e à aproximação do outono. Uma massa de ar frio já provocou queda acentuada nas temperaturas no Sul e no Sudeste. No entanto, a expectativa é que o padrão mude com a consolidação do El Niño.

Mudança no padrão climático

Segundo projeções meteorológicas, os próximos três meses ainda não devem refletir completamente os efeitos típicos do fenômeno. A partir do inverno, porém, a influência tende a se tornar mais evidente.

Entre os sinais esperados estão temperaturas menos baixas do que o normal durante o inverno e períodos de calor mais persistentes. Esse comportamento é característico do El Niño, que interfere na circulação atmosférica e modifica o regime de chuvas.

Caso se confirme a previsão de intensidade elevada em 2026, o país poderá enfrentar um cenário de extremos climáticos, com impactos distintos em cada região.

Impactos previstos por região

A atuação do El Niño não é uniforme no território brasileiro. Veja o que pode acontecer em cada região:

Região Sul

  • Aumento significativo das chuvas
  • Maior frequência de temporais
  • Elevação das temperaturas médias

Região Sudeste

  • Temperaturas acima da média
  • Possibilidade de ondas de calor
  • Episódios de chuva irregular

Região Centro-Oeste

  • Efeitos menos intensos
  • Chuvas e temperaturas podem ficar acima da média no Mato Grosso do Sul

Região Nordeste

  • Redução acentuada das chuvas
  • Risco de estiagens prolongadas
  • Impactos na agricultura e no abastecimento de água

Região Norte

  • Diminuição do volume de chuvas
  • Aumento do risco de secas severas
  • Maior probabilidade de incêndios florestais

O que está em jogo

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial. Esse processo altera os ventos e a formação de nuvens, afetando diretamente os volumes de chuva e as temperaturas em diferentes partes do planeta.

No Brasil, historicamente, o fenômeno costuma provocar excesso de chuva no Sul e períodos mais secos no Norte e Nordeste. A intensidade do aquecimento do oceano é determinante para o tamanho dos impactos.

Diante do cenário projetado, especialistas recomendam atenção redobrada às atualizações meteorológicas, especialmente para o setor agrícola, gestores públicos e áreas que dependem diretamente das condições climáticas.

A consolidação do fenômeno nos próximos meses será decisiva para confirmar a magnitude dos efeitos previstos para 2026.


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