Ibovespa Futuro despenca 2,3% com tensão no Oriente Médio e alta do petróleo

O movimento impacta diretamente os mercados acionários e fortalece o dólar frente a diversas moedas

Eduardo Fogaça

Publicado em: 3 de março de 2026

4 min.
Ibovespa Futuro despenca 2,3% com tensão no Oriente Médio e alta do petróleo. Foto: Bloomberg

Ibovespa Futuro despenca 2,3% com tensão no Oriente Médio e alta do petróleo. Foto: Bloomberg

O Ibovespa Futuro opera com forte baixa nos primeiros negócios desta terça-feira (3), refletindo o aumento da aversão ao risco no cenário internacional. Às 9h02 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em abril recuava 2,35%, aos 187.885 pontos.

A pressão vem do avanço do conflito no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e do gás natural e reacendeu preocupações com a inflação global. O movimento impacta diretamente os mercados acionários e fortalece o dólar frente a diversas moedas.

O aumento das tensões ocorre após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Em resposta, autoridades iranianas afirmaram que o Estreito de Ormuz estaria fechado ao tráfego marítimo, prometendo retaliação contra embarcações que tentarem atravessar a região estratégica.

Além disso, o Catar suspendeu temporariamente a produção de gás natural liquefeito, o que amplia o temor de desabastecimento global. O país é responsável por cerca de 20% da oferta mundial da commodity.

No cenário doméstico, investidores repercutem os dados do Produto Interno Bruto (PIB). O Brasil registrou alta de 0,1% no quarto trimestre e crescimento de 2,3% em 2025, números em linha com as expectativas do mercado.

A agenda econômica ainda prevê a divulgação do Caged de janeiro, às 11h, pelo Ministério do Trabalho. Após o fechamento do mercado, empresas como RD Saúde (RADL3) e Auren (AURE3) apresentam seus resultados trimestrais.

No câmbio, o dólar futuro para abril — atualmente o mais líquido no país — subia 1,26%, cotado a R$ 5,281.

No exterior, as bolsas da Ásia-Pacífico encerraram o pregão em queda. Na Coreia do Sul, os índices despencaram mais de 7% na retomada das negociações após um feriado nacional.

As commodities também refletem o cenário de tensão. O petróleo amplia os ganhos diante do risco de interrupção no fornecimento global, enquanto o minério de ferro fechou em alta na China, influenciado pelo aumento dos custos de frete e pelas incertezas na cadeia de exportação.


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