Moradores do Santa Augusta denunciam terreno abandonado transformado em lixão e ponto de tráfico

Comunidade da rua Lídia Maria José Massaneiro relata insegurança e riscos à saúde há três anos

José Demathé

Publicado em: 3 de março de 2026

4 min.

Moradores do Santa Augusta denunciam terreno abandonado transformado em lixão e ponto de tráfico Foto: Lucas Ramos / Rádio CIdade em Dia

A tranquilidade dos moradores da rua Lídia Maria José Massaneiro, no bairro Santa Augusta, deu lugar à indignação. Um terreno baldio, que deveria ser uma área residencial comum, tornou-se o epicentro de problemas de saúde pública e segurança na região. Segundo relatos da vizinhança, o abandono total do local já dura cerca de três anos.

Em entrevista à Rádio Cidade em Dia, a moradora Simone Nunes detalhou o descaso. “Antigamente, alguém vinha e roçava. Agora, faz dois ou três anos que foi totalmente abandonado. Já abrimos quatro ou cinco protocolos na prefeitura e nada acontece”, desabafa.

Insegurança e Descarte Irregular

O cenário no local é desolador: o mato alto esconde o acúmulo de lixo, que inclui desde resíduos domésticos até capas de colchão e restos de móveis. Além da questão higiênica, a falta de manutenção transformou o terreno em um refúgio para atividades ilícitas.

Simone afirma que a movimentação suspeita é constante, especialmente durante a noite. “Já presenciei pessoas usando drogas dentro do terreno. Como é um matagal, é fácil de se esconder. Nossos cachorros ficam agitados no muro sempre que alguém entra ali”, relata a moradora, mencionando que até o descarte de lixo por terceiros já foi flagrado pela vizinhança.

Omissão do Poder Público e Privado

A tentativa de resolver o problema diretamente com os responsáveis também não prosperou. Uma placa de venda levou os moradores a uma imobiliária, mas o corretor informou que apenas repassaria o problema ao proprietário — o que nunca ocorreu.

Quanto à fiscalização municipal, a resposta tem sido lenta. De acordo com os moradores:

  • Protocolos: Pelo menos cinco solicitações formais foram feitas à prefeitura.
  • Vistoria: Há cerca de três meses, técnicos estiveram no local para fotografar a situação, mas não retornaram nem apresentaram soluções.

Risco para as Crianças

Um dos pontos mais críticos apontados pela comunidade é a segurança viária. Devido ao mato que invadiu o passeio público, não há calçada utilizável. “As crianças têm que passar pelo meio da rua para ir à escola, correndo risco de atropelamento porque não tem como passar por aqui”, alerta Simone.

Os moradores agora apelam para que o poder público execute a limpeza de forma compulsória e multe o proprietário, garantindo o direito básico à saúde e segurança da comunidade.



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