O deputado federal Gilson Marques (NOVO-SC) afirmou, em entrevista ao programa Notícias da Cidade, nesta quarta-feira (4), que a aprovação da emenda que suspende o título de eleitor de pessoas privadas de liberdade representa “um avanço estrutural” na segurança pública brasileira. A proposta foi incorporada ao Projeto Antifacção aprovado na Câmara dos Deputados.
Confira a entrevista na íntegra:
Segundo o parlamentar, a medida determina a suspensão do título eleitoral de qualquer pessoa sob custódia do Estado, inclusive presos provisórios, enquanto durar o período de reclusão — independentemente do regime ou da existência de condenação definitiva. A emenda foi aprovada com 349 votos favoráveis e 40 contrários.
Durante a entrevista, Gilson Marques criticou setores da esquerda e defendeu que a participação de presos no processo eleitoral compromete o futuro institucional do país. “Não existe sociedade de sucesso, que anda no trilho, quando criminosos decidem o futuro dessa sociedade”, declarou. Para ele, permitir que pessoas privadas de liberdade votem cria um conflito moral e político. “Quando eles cometerem crimes, esses representantes vão proteger ou punir de verdade?”, questionou.
O deputado também comentou que o texto aprovado ainda depende de sanção presidencial. “O que falta é a sanção do presidente da República. Caso ele vete, volta para o Congresso Nacional e aí complica, porque precisa de maioria absoluta para derrubar o veto”, explicou.
Na mesma entrevista, o parlamentar abordou a tramitação da PEC da Segurança Pública e voltou a defender a redução da maioridade penal. Segundo ele, há resistência significativa no Congresso. “Tinha uma solução de meio termo para, em 2028, fazer um referendo para a população decidir. Nem isso a maioria quer aceitar”, afirmou.
Eleições 2026
Ao tratar das eleições de 2026, Gilson Marques projetou um cenário competitivo para as duas vagas ao Senado por Santa Catarina. Ele citou possíveis candidaturas como a de Esperidião Amin (PP), Carlos Bolsonaro (PL), Carol de Toni (PL), Décio Lima (PT) e a própria pré-candidatura. “Temos cinco candidatos para duas vagas. Qual o meu desafio? Se permanecerem essas cinco pessoas, não será inteligente continuar candidato, porque além de não ser eleito, posso acabar elegendo o Décio Lima ao dividir os votos da direita”, avaliou.
FIQUE BEM INFORMADO:
📲 Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
👉 Clique aqui e acompanhe.