Na manhã desta quarta-feira (04), a pré-candidata do PSOL ao Senado, Tânia Ramos, concedeu uma entrevista ao jornalista Denis Luciano, da Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, e compartilhou suas perspectivas sobre o cenário político de Santa Catarina. Ela se posiciona como uma voz ativa e independente dentro do PSOL, afirmando que o partido continuará com seus próprios nomes nas eleições, sem abrir mão da autonomia política e da defesa de suas pautas.
Durante a entrevista, Tânia destacou a luta do PSOL em manter sua identidade política, especialmente diante das movimentações de federação entre partidos de esquerda. Para a pré-candidata, embora a aliança com o PT seja uma possibilidade, a aliança com nomes como Gelson Merisio e Dário Berger, que representam a direita, não é vista com bons olhos por grande parte da militância do PSOL. “Quem é de direita é de direita, e quem é de esquerda é de esquerda”, afirmou, enfatizando a divergência de valores entre o PSOL e esses nomes.
Além de criticar as propostas de privatização e os projetos do atual governo de Jorginho Mello, Tânia também levantou questões relacionadas à representatividade feminina, destacando a importância da presença de mulheres negras no Senado. “O Senado tem que ter mulheres, tem que ter mulheres pretas”, afirmou a pré-candidata, que tem mais de 30 anos de vida pública e um compromisso com as lutas sociais.
A entrevista também abordou a atual situação política do PSOL, que busca consolidar suas próprias candidaturas para as eleições de 2026, com o nome de Tânia Ramos para o Senado e Afrânio Boppré para o governo de Santa Catarina. Ela ressaltou que a maior parte do PSOL se opõe à federação com outros partidos, como PT e PCdoB, e que o partido prefere seguir com sua independência, construindo uma frente de esquerda de acordo com suas próprias diretrizes.