Greve e fechamento de unidade dos Correios reduzem atendimento em Florianópolis

Paralisação começa nesta quinta-feira (5) e ocorre após encerramento do Centro de Distribuição no bairro Santa Mônica

Ewertom Rodrigues

Publicado em: 4 de março de 2026

5 min.
Greve nos Correios e fechamento de unidade devem reduzir atendimento e impactar até 70% da população de Florianópolis

Greve nos Correios e fechamento de unidade devem reduzir atendimento e impactar até 70% da população de Florianópolis. - Foto: Reprodução/Google Maps

A greve dos trabalhadores dos Correios em Florianópolis começa nesta quinta-feira (5) em meio a um cenário de reestruturação que inclui o fechamento de uma unidade estratégica na Capital. A combinação entre paralisação e redução de agências deve afetar diretamente o atendimento à população e provocar atrasos nas entregas.

O movimento ocorre após o encerramento das atividades do Centro de Distribuição localizado no bairro Santa Mônica, na região central da cidade. Com a mudança, parte das demandas foi redistribuída para outras unidades, que agora também aderem à greve.

Menos agências em funcionamento

Antes das alterações, Florianópolis contava com cinco agências dos Correios. Com o fechamento recente e a paralisação dos trabalhadores, apenas duas unidades devem manter atendimento por tempo indeterminado:

  • Uma no Sul da Ilha
  • Outra no continente, no bairro Estreito

As demais unidades estão com as atividades comprometidas pela greve.

De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect-SC), a paralisação pode impactar até 70% da população da Capital, especialmente moradores das regiões Central e Norte da Ilha.

Redistribuição de entregas e sobrecarga

Com o fechamento do Centro de Distribuição do Santa Mônica no fim de fevereiro, o volume de encomendas e correspondências passou a ser direcionado para outras unidades da cidade, como as localizadas no Centro e no bairro Ingleses.

Segundo representantes sindicais, a medida ocorreu sem diálogo prévio com os trabalhadores. O sindicato afirma que há déficit no quadro de funcionários e acúmulo de correspondências nas unidades que permanecem abertas.

A categoria programou manifestação pelas ruas da cidade, com concentração prevista na região da Praça XV de Novembro.

Contexto nacional da estatal

A situação local se insere em um cenário mais amplo enfrentado pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Nos últimos anos, a estatal passou por mudanças estruturais, discussões sobre sustentabilidade financeira e debates em torno de possíveis modelos de gestão.

Entre os pontos levantados por entidades representativas da categoria estão:

  • Redução do efetivo de funcionários
  • Reorganização de centros de distribuição
  • Pressão por metas operacionais
  • Histórico de paralisações

A empresa, por sua vez, tem defendido medidas de reestruturação como forma de manter a operação e buscar equilíbrio financeiro.

O que esperar

A duração da greve dependerá do andamento das negociações entre trabalhadores e direção dos Correios. Enquanto isso, moradores de Florianópolis devem enfrentar atrasos na entrega de cartas e encomendas, além de restrição no atendimento presencial.

Clientes que aguardam documentos ou compras online devem acompanhar comunicados oficiais da empresa e, se possível, antecipar prazos para evitar prejuízos.


FIQUE BEM INFORMADO:

📲 Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
👉 Clique aqui e acompanhe



× SCTODODIA Rádios