Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) fizeram uma descoberta impressionante ao capturar uma imagem da nebulosa RCW 36, localizada na constelação da Vela, a cerca de 2.300 anos-luz da Terra. A imagem, obtida através do instrumento HAWK-I do telescópio VLT (Very Large Telescope), apresenta uma nebulosa com uma forma notavelmente semelhante a um falcão, com as asas abertas, evocando a silhueta de uma ave de rapina.
O estudo por trás da imagem
Essa captura de imagem foi realizada durante uma pesquisa sobre as chamadas “anãs castanhas”, objetos astronômicos frios e discretos que não brilham como as estrelas. O doutorando Afonso do Brito do Vale, autor principal do estudo, explicou que as anãs castanhas são “estrelas falhadas” incapazes de iniciar a fusão de hidrogênio em seus núcleos, uma característica que as torna tão misteriosas para os cientistas.
O estudo busca desvendar o processo de formação dessas anãs castanhas, além de detalhar como as estrelas interagem com nuvens de gás e poeira ao seu redor. A nebulosa RCW 36, capturada em alta definição, mostra claramente esse fenômeno, com as estrelas “empurrando” material cósmico em direção ao espaço.
Tecnologia que possibilitou a descoberta
O HAWK-I, instalado no VLT, é especializado em observações no infravermelho. Essa faixa do espectro eletromagnético permite a detecção de objetos cósmicos frios, como as anãs castanhas, que não emitem luz visível. O uso de óptica adaptativa, tecnologia que corrige a turbulência atmosférica, também foi fundamental para garantir a nitidez das imagens.
Esta descoberta não só oferece uma visão fascinante sobre o espaço, mas também abre novas possibilidades para a exploração de objetos astronômicos que, até recentemente, permaneciam ocultos à observação.
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