Padrasto e mãe são presos por abuso contra adolescente em Grão-Pará

Segundo a investigação, conduzida pela Polícia Civil, os crimes teriam começado quando a menina tinha 9 anos de idade

Eduardo Fogaça

Publicado em: 7 de março de 2026

4 min.
Padrasto e mãe são presos por abuso contra adolescente em Grão-Pará. Foto: Divulgação/PCSC

Padrasto e mãe são presos por abuso contra adolescente em Grão-Pará. Foto: Divulgação/PCSC

Um homem foi preso preventivamente nesta sexta-feira (6) em Grão-Pará, no Sul de Santa Catarina, suspeito de cometer estupro de vulnerável de forma reiterada contra a enteada, atualmente com 12 anos. A mãe da vítima também foi presa por omissão e conivência com os abusos.

Segundo a investigação, conduzida pela Polícia Civil, os crimes teriam começado quando a menina tinha 9 anos de idade. O padrasto é acusado de praticar atos libidinosos e conjunção carnal ao longo dos últimos anos.

Episódio recente motivou nova apuração

De acordo com o inquérito, o episódio mais recente ocorreu no último dia 3. Na ocasião, o suspeito teria trancado a residência e escondido as chaves para impedir que a adolescente saísse do local, com o objetivo de consumar o abuso.

As investigações reuniram elementos que também levaram à prisão da mãe da vítima. Conforme os relatos colhidos pela polícia, ela foi informada diversas vezes sobre os abusos, mas teria ignorado as denúncias da filha.

Ainda segundo os depoimentos, a mulher chegou a tratar os relatos como mentira e, em algumas ocasiões, teria agredido fisicamente a adolescente como forma de punição por denunciar os fatos.

Caso foi descoberto na escola

A situação veio à tona após professoras encontrarem a adolescente em estado de desespero no banheiro da escola. A menina teria relatado que não queria voltar para casa, o que levou à comunicação do caso às autoridades.

Um laudo pericial apontou ruptura himenal antiga, o que reforça a suspeita de que a violência sexual ocorria de forma sistemática há anos.

Histórico de denúncias

A investigação também identificou que já existiam dois boletins de ocorrência registrados anteriormente em Chapecó sobre os mesmos fatos. Após as denúncias, a família teria deixado a cidade.

Para a polícia, a mudança indicaria tentativa de proteger o agressor e manter o ciclo de violência.

Os dois investigados foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça.

A investigação é conduzida pela delegada Jucinês Dilcinéia Ferreira.


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