A possibilidade de uma grande rocha espacial atingir a Lua foi praticamente descartada após novas observações feitas por cientistas com o Telescópio Espacial James Webb (JWST). O objeto, conhecido como asteroide 2024 YR4, havia despertado preocupação entre astrônomos desde sua descoberta no fim de 2024.
Inicialmente, pesquisadores estimaram que o asteroide poderia representar um risco de colisão com a Terra. Na época, cálculos apontavam uma probabilidade de até 3,1% de impacto com o planeta em 22 de dezembro de 2032. No entanto, análises posteriores feitas com telescópios terrestres e espaciais descartaram rapidamente esse cenário.
Novo risco levantou preocupação em 2025
Depois que o risco para a Terra foi eliminado, cientistas identificaram outra possibilidade: um impacto com a Lua. Em junho de 2025, cálculos indicavam cerca de 4,3% de chance de colisão com o satélite natural.
Embora um impacto desse tipo não representasse ameaça direta à Terra, pesquisadores alertaram que poderia gerar consequências relevantes. Entre elas estavam:
- risco para astronautas ou estruturas instaladas na superfície lunar;
- liberação de detritos capazes de afetar satélites em órbita da Terra;
- possíveis impactos em sistemas essenciais como navegação e comunicações.
Observação antecipada com o James Webb
Os astrônomos inicialmente acreditavam que só seria possível recalcular a trajetória do asteroide quando ele voltasse a ser visível da Terra em 2028. No entanto, os cientistas Andy Rivkin, da Universidade Johns Hopkins, e Julien de Wit, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), identificaram uma oportunidade de observação antecipada.
Eles solicitaram tempo de uso do Telescópio Espacial James Webb, atualmente o observatório mais poderoso em operação. O pedido foi aprovado justamente por ser a única ferramenta capaz de detectar o asteroide naquele momento.
As observações ocorreram nos dias 18 e 26 de fevereiro, permitindo refinar os cálculos da órbita do objeto.
Asteroide passará próximo, mas sem risco
Com os novos dados, os cientistas concluíram que o asteroide 2024 YR4 não colidirá com a Lua. Segundo os cálculos atualizados, ele passará a cerca de 22.900 quilômetros de distância, um trajeto considerado relativamente próximo em termos astronômicos, mas seguro.
A atualização praticamente elimina a possibilidade de um impacto que poderia ter sido um dos eventos espaciais mais observados da história.
Observação foi uma das mais difíceis já feitas
De acordo com a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA), as observações realizadas com o James Webb estão entre as mais desafiadoras já feitas envolvendo um asteroide.
O objeto apareceu como um ponto extremamente fraco na imensidão do espaço, exigindo que os pesquisadores desenvolvessem novas técnicas de observação e análise de dados.
Essas inovações podem ajudar no futuro caso surjam novos asteroides potencialmente perigosos, ampliando a capacidade da comunidade científica de detectar e acompanhar objetos espaciais de difícil visualização.
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