Extensão da Via Rápida volta ao debate e pode ter projeto reduzido

Reunião na Unesc discutiu alternativas para viabilizar obra que ligaria Criciúma ao Balneário Rincão

José Demathé

Publicado em: 13 de março de 2026

5 min.

Extensão da Via Rápida volta ao debate e pode ter projeto reduzido Foto: Divulgação

A possível extensão da Via Rápida até o Balneário Rincão voltou a ser debatida nesta semana durante uma reunião realizada na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). O encontro reuniu lideranças políticas e institucionais da região, incluindo o prefeito do município, Luiz Laurindo, além de representantes da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC), da Associação Empresarial de Criciúma (ACIC) e da própria universidade.

A discussão ocorreu após a retomada do debate sobre o projeto, considerado um antigo desejo da região e, principalmente, da população do Balneário Rincão. A proposta é encontrar alternativas técnicas que tornem a obra viável, inclusive com a possibilidade de reduzir o tamanho ou as características originais do projeto.

Durante entrevista concedida nesta sexta-feira (13) à Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação, ao jornalista Paulo Monteiro, o prefeito Luiz Laurindo explicou que a reunião teve como objetivo revisar o projeto elaborado anteriormente e buscar caminhos para que a extensão da rodovia possa sair do papel.

Segundo ele, a ideia é aproveitar os estudos técnicos já existentes, como sondagens e levantamentos topográficos realizados no projeto inicial, desenvolvido em 2021.

Na época, o investimento estimado para a obra era de aproximadamente R$ 135 milhões. Com a atualização dos valores, no entanto, o custo já se aproxima de R$ 200 milhões, o que levou as lideranças regionais a discutir alternativas para reduzir o orçamento e tornar o projeto mais viável.

Uma das possibilidades debatidas é manter o mesmo trajeto originalmente planejado, mas com mudanças no padrão da rodovia, como a adoção de pista simples e redução da velocidade máxima, atualmente prevista em 110 km/h, para cerca de 80 km/h.

De acordo com o prefeito, esse modelo permitiria a construção da ligação em um primeiro momento, mantendo a possibilidade de ampliação futura da via, caso haja necessidade.

Próximos passos do projeto

Após o encontro na Unesc, o próximo passo será uma reunião entre as equipes técnicas das prefeituras de Balneário Rincão e Içara. O objetivo é avaliar tecnicamente o traçado e definir se o trajeto original será mantido ou se haverá mudanças no percurso.

A prefeita de Içara, Dalvânia Cardoso, não participou da reunião inicial, mas, segundo Luiz Laurindo, já manifestou apoio ao debate e deve participar das próximas tratativas.

A intenção é que, com um novo formato e custo reduzido — possivelmente próximo de R$ 100 milhões — o projeto possa ganhar força como uma das prioridades regionais junto ao Governo do Estado.

A pauta também deve ser defendida dentro da AMREC, com apoio dos prefeitos da região e de entidades empresariais, como a ACIC.

Para o prefeito do Balneário Rincão, a extensão da Via Rápida representaria um novo acesso ao município e poderia impulsionar o desenvolvimento econômico e turístico do litoral sul catarinense.


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