Acordar e perceber que o corpo não responde aos comandos, mesmo estando consciente, pode ser uma experiência assustadora. Conhecida como paralisia do sono, essa condição acontece quando a mente desperta antes que o corpo recupere completamente a capacidade de movimento. Apesar do susto, o fenômeno geralmente dura poucos segundos ou minutos e, na maioria das vezes, não representa risco à saúde.
Em entrevista à Rádio Cidade, a neurologista e especialista em sono Aline Scarlatelli Vieira Bardini explicou o que acontece no cérebro durante esses episódios.
O que acontece no cérebro durante a paralisia do sono
De acordo com a especialista, a paralisia do sono faz parte de um grupo de distúrbios chamado parassonias, que envolvem comportamentos ou sensações anormais durante o sono.
O problema ocorre durante o chamado sono REM, fase em que a atividade cerebral é intensa e os sonhos são mais frequentes.
Segundo a médica, nesse estágio o organismo ativa um mecanismo de proteção que bloqueia temporariamente os movimentos do corpo.
“Durante o sono REM existe um bloqueio dos neurônios responsáveis pelos movimentos dos braços e das pernas. Na paralisia do sono, a pessoa desperta nesse momento em que o corpo ainda está ‘desligado’, enquanto o cérebro já acordou”, explica.
Esse descompasso faz com que a pessoa esteja consciente, mas sem conseguir se mexer ou falar por alguns instantes.
Por que a paralisia do sono acontece
Embora seja mais comum do que muitas pessoas imaginam, a paralisia do sono costuma ocorrer de forma isolada e ocasional.
Entre os fatores mais associados aos episódios estão:
- privação de sono
- estresse elevado
- mudanças na rotina de descanso
- horários irregulares para dormir
- cansaço excessivo
A neurologista destaca que dormir menos do que o necessário é uma das principais causas do problema.
Quando é preciso procurar ajuda médica
Na maioria dos casos, a paralisia do sono acontece esporadicamente e não exige tratamento específico. Porém, quando os episódios se tornam frequentes ou passam a prejudicar a qualidade do sono, a avaliação médica é recomendada.
Isso porque o sintoma pode estar associado a distúrbios do sono, como a narcolepsia.
A investigação clínica permite analisar o ciclo do sono e identificar possíveis alterações que expliquem os episódios recorrentes.
Como reduzir as chances de ter paralisia do sono
Especialistas recomendam alguns cuidados simples para melhorar a qualidade do descanso e diminuir o risco de novos episódios:
- manter horários regulares para dormir e acordar
- evitar telas e estímulos intensos antes de deitar
- reduzir níveis de estresse
- garantir tempo suficiente de sono diariamente
Essas medidas ajudam a regular o ciclo do sono e tornam as noites mais tranquilas e restauradoras.
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