Alta do diesel reacende movimentos de caminhoneiros e gera aumento no fluxo dos postos de combustíveis de SC

Deputado federal catarinense, Zé Trovão já trata sobre o tema com lideranças de sindicatos de caminhoneiros

Maiquel Machado

Publicado em: 17 de março de 2026

5 min.
Alta do diesel reacende movimentos de caminhoneiros e gera aumento no fluxo dos postos de combustíveis de SC. - Foto: Arquivo

Alta do diesel reacende movimentos de caminhoneiros e gera aumento no fluxo dos postos de combustíveis de SC. - Foto: Arquivo

A disparada no preço do diesel nas últimas semanas começou a gerar um efeito dominó nos postos de combustíveis de Santa Catarina e já acendeu o sinal de alerta para uma possível nova paralisação dos caminhoneiros.

O movimento, que parte dos caminhoneiros autônomos, ganhou tração neste início de semana e tem gerado filas e expectativa em postos de combustíveis do Estado, principalmente no Oeste e no Litoral Norte, onde a categoria tradicionalmente se organiza .

De acordo com levantamento da TruckPag, startup especializada em pagamentos para frotas, o diesel S10 registrou alta média nacional de R$ 0,94 por litro entre 28 de fevereiro e 11 de março, acumulando um aumento de 16,43% em apenas 12 dias. Em Santa Catarina, a variação ficou em 19,07%, uma das maiores do país . O combustível, que custava cerca de R$ 5,73 no fim de fevereiro, passou a ser comercializado a mais de R$ 6,68 no início desta semana, pressionando diretamente os custos operacionais dos transportadores .

A alta foi impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio e pelo reajuste de 11,6% anunciado pela Petrobras no último sábado (14), que elevou o preço do diesel A para as distribuidoras em R$ 0,38 por litro . Embora o governo federal tenha zerado as alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível e instituído um programa de subvenção para tentar conter o impacto ao consumidor, a medida não foi suficiente para acalmar a categoria .

A movimentação é liderada, a princípio, por caminhoneiros autônomos e pequenas empresas de transporte rodoviário de carga, e já chegou ao conhecimento do deputado federal Zé Trovão, um dos líderes da categoria. Segundo sua assessoria, a discussão está sendo feita diretamente com os sindicatos, e o deputado deve se manifestar oficialmente sobre o caso em breve.

A Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) , no entanto, adota um tom mais cauteloso. Com informações preliminares, a entidade informou que o segmento representado pela federação “não tem nenhum movimento nesse sentido” e que ainda não há nota oficial sobre a paralisação. “Essas são só informações do que acompanhamos até o momento”, destacou a federação.

Kassio Seefeld, CEO da TruckPag, alerta para o impacto logístico da volatilidade. “O combustível é um dos principais custos da operação e qualquer aumento pressiona o valor do frete. Quando isso acontece, o impacto não fica só nas transportadoras, ele chega ao preço final de produtos que dependem do transporte rodoviário em todo o país”, afirmou .

Enquanto as negociações e manifestações oficiais não são divulgadas, o fluxo nos postos de combustíveis já aumentou por parte de caminhoneiros que lotaram um posto de combustíveis perto da divisa de Santa Catarina com o Paraná, na noite dessa segunda-feira (16), em Joinville , e a categoria se mantém em estado de atenção. A palavra final, por enquanto, ainda não foi dada.


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