Caminhoneiros de SC aderem à greve após alta do diesel

Paralisação começa no Litoral Norte e pressiona por frete mais justo e redução de custos

Ewertom Rodrigues

Publicado em: 17 de março de 2026

4 min.
Caminhoneiros de SC iniciam greve com apoio de entidades contra diesel caro e frete defasado

Caminhoneiros de SC iniciam greve com apoio de entidades contra diesel caro e frete defasado. - Foto: Divulgação/ANTC

Caminhoneiros autônomos de Santa Catarina decidiram aderir a uma paralisação nacional e já iniciaram mobilizações no Litoral Norte do estado. Em Itajaí, motoristas se concentram desde quarta-feira (17), após decisão tomada em assembleia da categoria.

A greve está prevista para começar oficialmente ao meio-dia desta quinta-feira (18) e deve ocorrer de forma integrada com outros polos logísticos do país.

A mobilização regional conta com a participação de entidades representativas do setor, como a Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC) e o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac).

Diesel e frete estão no centro das reivindicações

A principal queixa dos caminhoneiros é o aumento no preço do diesel, que não tem sido acompanhado por reajustes nos valores do frete.

Entre os pontos levantados pela categoria estão:

  • Necessidade de aplicação do “gatilho do frete”, mecanismo de reajuste automático;
  • Cumprimento da tabela mínima de frete;
  • Redução dos custos operacionais;
  • Condições mais equilibradas de trabalho.

Representantes do setor afirmam que o desequilíbrio entre custos e receita tem gerado prejuízos constantes aos profissionais autônomos.

Entidades cobram diálogo e medidas urgentes

Em posicionamentos públicos, a ANTC classificou a paralisação como uma decisão organizada e legítima, alinhada com pautas discutidas nacionalmente. A entidade também alertou para a possibilidade de ampliação do movimento caso não haja avanço nas negociações.

Já o Sinditac destaca que o principal problema é a falta de repasse do aumento do combustível para o frete. Segundo a entidade, empresas seguem pagando valores abaixo do mínimo estabelecido, agravando a situação dos motoristas.

Paralisação pode afetar logística

A mobilização em Santa Catarina acompanha movimentos em outros estados, especialmente em regiões portuárias. A adesão tende a crescer nos próximos dias, dependendo da resposta das autoridades.

Com isso, há risco de impactos na logística, incluindo atrasos no transporte de cargas e no funcionamento de portos.

Parte dos caminhoneiros já reduziu suas atividades diante do aumento dos custos. Em alguns casos, manter o caminhão parado tem sido uma alternativa para evitar prejuízos.


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