O Partido Progressista (PP) de Santa Catarina tende a apoiar a reeleição do governador Jorginho Mello nas eleições de 2026. A sinalização foi confirmada pelo presidente estadual da sigla, Leodegar Tiscoski, em entrevista concedida nesta quarta-feira (18) à Rádio Cidade em Dia, do Grupo SCTODODIA.
Segundo Tiscoski, a posição reflete a manifestação da maioria das lideranças partidárias durante reunião realizada no início da semana, com a presença de pré-candidatos a deputado estadual e federal. De acordo com ele, cerca de 90% dos participantes defenderam a permanência do partido na base do atual governo.
“O partido já integra o governo desde o início do mandato, e a grande maioria optou por permanecer. A tendência é apoiar Jorginho Mello para a reeleição”, afirmou.
Prioridade é reeleger Esperidião Amin
Apesar da inclinação ao apoio ao governador, o PP mantém como prioridade interna a reeleição do senador Esperidião Amin. Conforme Tiscoski, há unanimidade dentro do partido em torno do nome do parlamentar.
“A unanimidade das lideranças apoia a reeleição do senador. Ele é a maior liderança do partido e desempenha um papel importante para Santa Catarina e o Brasil”, destacou.
No entanto, o presidente reconhece que o cenário ainda depende de articulações políticas que garantam espaço para a candidatura de Amin, especialmente diante da limitação de vagas na composição majoritária.
Candidatura avulsa não é descartada
Uma eventual candidatura avulsa ao Senado é considerada possível, mas apenas como última alternativa. Segundo Tiscoski, essa hipótese também já foi mencionada pelo próprio senador.
O dirigente ressaltou que as decisões sobre a disputa majoritária ainda serão conduzidas por Amin, que deve buscar os entendimentos necessários para viabilizar sua candidatura.
Federações e alianças seguem indefinidas
Outro ponto de atenção envolve a federação partidária com o União Brasil, que ainda apresenta divergências internas. Enquanto o PP demonstra alinhamento com Jorginho Mello, setores do União Brasil indicam aproximação com o PSD e o prefeito de Chapecó, João Rodrigues.
Tiscoski afirmou que a definição final dependerá das convenções partidárias, previstas para julho. Até lá, o cenário segue em aberto.
“Hoje são tratativas preliminares. As tendências existem, mas a decisão final será na convenção”, explicou.
Prazo de filiações pode influenciar cenário
O presidente do PP também destacou que o prazo para filiações partidárias, até 3 de abril, deve ajudar a consolidar os posicionamentos políticos e definir melhor o desenho eleitoral.
Além da majoritária, o partido concentra esforços na formação de chapas competitivas para deputado estadual e federal, com expectativa de ampliar a representação em ambas as esferas.
Atualmente, o PP não possui deputados federais e busca eleger até dois nomes, além de ampliar a bancada estadual.
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