A possibilidade de uma greve nacional dos caminhoneiros já provoca reflexos no Litoral Norte de Santa Catarina. Na manhã desta quarta-feira (18), motoristas enfrentaram longas filas e encontraram postos de combustíveis sem gasolina comum em Itajaí, Camboriú e Balneário Camboriú.
A situação é resultado de uma corrida aos postos, motivada por incertezas sobre o abastecimento nos próximos dias, diante da paralisação prevista para iniciar ao meio-dia desta quinta-feira (19).
Postos registram falta de gasolina
Em Balneário Camboriú, o cenário é considerado crítico em alguns pontos. No bairro das Nações, a gasolina comum se esgotou ainda nas primeiras horas do dia, restando apenas combustível aditivado em alguns estabelecimentos.
Funcionários relataram que o movimento intenso começou cedo. Em um dos postos, a fila já estava formada por volta das 7h, quando o estoque de gasolina comum já havia acabado. Motoristas também apontam que a escassez teve início ainda na terça-feira (17), especialmente na região da Quarta Avenida.
Procon alerta para “movimento de euforia”
O Procon de Balneário Camboriú se manifestou sobre a situação e classificou a corrida aos postos como um “movimento de euforia” da população.
Segundo o órgão, o comportamento foi influenciado por notícias envolvendo o cenário internacional, como a guerra no Oriente Médio, e pela expectativa da greve dos caminhoneiros. O Procon destacou que não há recomendação oficial para estocagem de combustível.
Greve deve começar nesta quinta-feira (19)
A paralisação dos caminhoneiros está prevista para começar ao meio-dia desta quinta-feira (19), com mobilizações já em andamento em pontos estratégicos de Santa Catarina, como o bairro Salseiros, em Itajaí.
O movimento deve ocorrer de forma integrada com outros polos portuários do país, incluindo cidades como Navegantes, Imbituba e Itapoá.
Entenda a principal reivindicação
A principal pauta da categoria é o acionamento do chamado “gatilho do frete”, mecanismo criado após a greve de 2018. O dispositivo prevê reajustes automáticos no valor do transporte sempre que há aumento no preço do diesel.
Desde o fim de fevereiro, o combustível acumula alta de 18,86%, pressionado pela instabilidade no mercado internacional de petróleo.
Possíveis impactos
De acordo com lideranças sindicais da categoria, a paralisação deve continuar até que o Governo Federal revise a tabela mínima de frete da ANTT.
A orientação das entidades é que os caminhoneiros evitem bloqueios de rodovias para não sofrer penalidades, optando por permanecer parados em casa ou em postos.
A Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc) alerta para possíveis impactos diretos no abastecimento, na produção e no custo de vida.
Situação das rodovias
Até o meio da tarde desta quarta-feira (18), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que todas as rodovias federais em Santa Catarina apresentavam fluxo normal.
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