A possibilidade de uma nova paralisação de caminhoneiros autônomos preocupa o setor de transporte de cargas no Sul de Santa Catarina. O alerta foi feito pelo empresário Lorisvaldo Piucco, presidente do sindicato da categoria na região, durante entrevista concedida nesta quinta-feira (19), à Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA.
Segundo Piucco, o movimento é liderado por caminhoneiros autônomos — e não por empresas transportadoras —, mas reflete uma insatisfação generalizada com os custos da atividade, especialmente o preço do diesel e o aumento de tarifas de pedágio.
Greve é possível, mas preocupa o setor
De acordo com o presidente do sindicato, há um sentimento real de mobilização entre os profissionais, o que acende um sinal de alerta para uma possível paralisação.
Apesar disso, ele pondera que a situação exige cautela.
“A paralisação nos preocupa, embora tenha suas razões. Acreditamos que existem outros caminhos para resolver esse impasse”, afirmou.
Diesel caro está no centro da crise
Um dos principais pontos levantados por Piucco é o preço do diesel, considerado essencial para o funcionamento da economia brasileira.
Ele destacou que o Brasil é autossuficiente na produção de combustível e que parte significativa do diesel refinado é exportada para países vizinhos, como Paraguai, Argentina e Uruguai.
Na avaliação do empresário, priorizar o abastecimento interno poderia reduzir os impactos no mercado nacional.
“O diesel é o que move o Brasil. Não se justifica um aumento tão pesado em uma energia tão necessária ao desenvolvimento do país”, disse.
Aumento de pedágios agrava cenário
Além do combustível, o reajuste nas tarifas de pedágio no Sul de Santa Catarina também foi citado como fator de pressão sobre o setor.
O aumento, que chegou a cerca de 25% em algumas praças, motivou uma reação das entidades representativas.
Segundo Piucco, os 13 sindicatos que compõem a Federação das Empresas de Transporte de Carga de Santa Catarina (Fetrancesc) encaminharam um ofício à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) solicitando explicações detalhadas sobre o cálculo do reajuste.
“Só com a memória de cálculo vamos entender como chegaram a esse percentual”, afirmou.
Reivindicações dos autônomos são consideradas justas
Mesmo sem apoiar uma paralisação, o presidente do sindicato reconhece que as demandas dos caminhoneiros autônomos são legítimas.
Ele lembrou que, em movimentos anteriores, houve episódios de insegurança nas estradas, o que levou empresas a retirarem seus motoristas de circulação por precaução.
“A preocupação do caminhoneiro é justíssima. Não há o que discutir quanto a isso”, destacou.
Impacto pode atingir toda a economia
Caso a paralisação se concretize, os efeitos podem ser sentidos em diversos setores, desde o abastecimento de combustíveis até o preço dos alimentos.
Isso porque o transporte rodoviário é responsável pela maior parte da logística no país.
Diante do cenário, o setor defende diálogo e alternativas que evitem uma crise maior no abastecimento e na economia.
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