Caminhoneiros autônomos da região de Itajaí devem iniciar uma paralisação nesta quinta-feira (19), com concentração a partir das 8h em frente à administração do Porto e orientação para suspender o carregamento de caminhões ao meio-dia. A mobilização foi confirmada pelo líder da categoria, Sérgio Pereira, em entrevista à Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA, conduzida pelo jornalista Denis Luciano.
Segundo Pereira, a paralisação ocorre em resposta à insatisfação com medidas anunciadas pelo governo federal, consideradas insuficientes para atender às demandas da categoria, especialmente em relação ao custo do diesel e à atualização da tabela de frete.
Impacto direto na logística e no abastecimento
Os caminhoneiros autônomos desempenham papel central na movimentação de cargas nos portos de Itajaí, Navegantes, Itapoá e Imbituba. De acordo com o representante, o grupo transporta desde contêineres até cargas gerais e materiais siderúrgicos, sendo responsável por grande parte do fluxo de exportação e importação do país.
A paralisação pode afetar diretamente o abastecimento de combustíveis e mercadorias no estado. Apenas os cerca de 1.200 caminhoneiros associados à entidade na região consomem entre 2 e 3 milhões de litros de diesel por mês.
Reivindicações da categoria
Entre os principais pontos levantados pelos caminhoneiros estão:
- Reajuste mais justo na tabela de frete
- Redução ou compensação do aumento no preço do diesel
- Melhorias na infraestrutura portuária
- Revisão de custos adicionais, como pedágios e seguros obrigatórios
Segundo Pereira, a proposta de reajuste de 13% apresentada pelo governo não cobre nem os custos operacionais básicos, como o uso de insumos obrigatórios.
Paralisação sem bloqueio de rodovias
Diferente de movimentos anteriores, a mobilização não deve incluir bloqueios de estradas. Uma decisão judicial impede a interdição de vias públicas, e a própria categoria afirma que a orientação é por uma paralisação pacífica.
“A nossa paralisação é de conscientização. Os caminhões vão ficar nos pátios ou em casa. Não vamos trancar rodovias”, afirmou o líder.
Movimento pode se expandir
Embora a paralisação tenha início regional, há possibilidade de adesão de outros segmentos do transporte rodoviário em diferentes regiões do estado e do país, conforme o avanço das negociações.
A decisão final sobre uma mobilização nacional depende da análise de uma medida provisória que deve ser apresentada pelo governo federal e avaliada pelas lideranças da categoria.
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