Operação “Cavalo de Tróia” apura vazamento em presídio de Criciúma

Mandados foram cumpridos em unidade prisional e contra servidor investigado; suspeita inclui corrupção para entrada de celulares

Redação

Publicado em: 19 de março de 2026

4 min.

Operação “Cavalo de Tróia” apura vazamento em presídio de Criciúma foto: divulgação

Na manhã desta quinta-feira (19), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou a operação “Cavalo de Tróia” em Criciúma, no Sul do estado. A ação investiga suspeitas de vazamento de informações sigilosas dentro do sistema prisional e possível esquema de corrupção envolvendo a entrada de celulares.

A operação ocorre no âmbito de um Procedimento Investigatório Criminal conduzido pela 15ª Promotoria de Justiça de Criciúma. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Regional de Garantias da comarca.

Mandados e afastamento de servidor

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, sendo um em unidade prisional de Criciúma e outros em endereços ligados a um servidor contratado, alvo da investigação. A Justiça também determinou a suspensão do exercício da função pública do investigado.

De acordo com o MPSC, há indícios de que o servidor teria violado o sigilo funcional ao repassar informações sensíveis obtidas em razão do cargo, além de possível descumprimento de deveres da função.

Suspeita de corrupção no sistema prisional

Outro foco da investigação é a possível prática de corrupção ativa por parte de um particular. A suspeita é de que tenha havido oferta de vantagem indevida para facilitar a entrada de aparelhos celulares em unidades prisionais catarinenses.

Os materiais apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica, responsável pela análise pericial. Os laudos devem subsidiar a continuidade das investigações, que buscam identificar outros envolvidos e verificar a existência de uma eventual rede criminosa.

Investigação segue em sigilo

O procedimento tramita sob sigilo, e novas informações devem ser divulgadas apenas após a liberação judicial dos autos.

Origem do nome da operação

O nome “Cavalo de Tróia” faz referência à estratégia militar da Guerra de Troia, em que soldados gregos se esconderam dentro de um grande cavalo de madeira para infiltrar-se na cidade inimiga, considerada impenetrável. A analogia remete à suspeita de infiltração e quebra de segurança no sistema prisional.

Atuação do GAECO

O GAECO é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina e composta por integrantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar. O grupo atua na prevenção, investigação e repressão ao crime organizado no estado.


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