A greve dos caminhoneiros em Santa Catarina foi encerrada nesta quinta-feira (19), após a categoria avaliar que houve avanços nas negociações com o governo federal. A decisão foi confirmada por representantes do setor, que apontaram mudanças importantes nas regras do transporte de cargas.
O movimento, que mobilizou profissionais em diferentes regiões do estado, tinha como foco principal a revisão da tabela do frete e a redução dos custos operacionais, especialmente relacionados ao diesel.
O que mudou após o acordo
Mesmo sem atender integralmente todas as reivindicações, os caminhoneiros consideraram que houve progresso em pontos considerados essenciais para a categoria. Entre eles:
- Reforço na fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete;
- Possibilidade de aplicação de multas para empresas que descumprirem a tabela;
- Atualização nos valores mínimos do transporte rodoviário de cargas.
As medidas são vistas como um primeiro passo para garantir maior equilíbrio nas relações entre transportadores e contratantes.
Controle mais rígido nas operações
Outro avanço destacado é a ampliação do controle sobre as operações de transporte por meio do Sistema de Informações de Operações de Transporte (SIOT).
Com as novas regras:
- O registro das operações passa a ser obrigatório;
- Viagens com valores abaixo do mínimo permitido poderão ser barradas;
- O sistema deve ampliar a transparência nas negociações do setor.
A expectativa é que a medida reduza práticas irregulares e fortaleça o cumprimento da legislação vigente.
Diesel segue como preocupação
O custo do diesel, principal despesa da categoria, também esteve no centro das negociações. O governo federal publicou um novo decreto com diretrizes para a formação do preço do combustível.
Entre os pontos previstos:
- Definição de preços por períodos determinados;
- Possibilidade de valores regionalizados;
- Novos critérios para cálculo por parte da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
A proposta busca reduzir oscilações e oferecer maior previsibilidade para o setor de transporte.
Mobilização e próximos passos
A paralisação ocorreu em meio à insatisfação com os custos crescentes e à dificuldade de cumprimento da tabela mínima de frete. Com o fim do movimento, a categoria deve acompanhar a implementação das medidas anunciadas.
Apesar do avanço, lideranças indicam que novas discussões ainda podem ocorrer, caso as mudanças não sejam efetivadas na prática.
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