Câmara de Capivari de Baixo barra vale-alimentação para prefeito e secretários

A Rádio Cidade Tubarão 103.7 FM conversou com a vereadora Cariny Figueiredo sobre o projeto

Eduardo Fogaça

Publicado em: 20 de março de 2026

4 min.
Câmara de Capivari de Baixo barra vale-alimentação para prefeito e secretários. Foto: Divulgação

Câmara de Capivari de Baixo barra vale-alimentação para prefeito e secretários. Foto: Divulgação

A Câmara de Vereadores de Capivari de Baixo aprovou uma emenda que impede a inclusão do prefeito, da vice-prefeita e de secretários municipais no recebimento de vale-alimentação. A proposta foi apresentada pela vereadora Cariny Figueiredo e votada em regime de urgência nesta semana.

O projeto original chegou ao Legislativo na sexta-feira anterior à votação e foi analisado na segunda-feira seguinte, junto com outras três propostas. Diante do curto prazo, a vereadora protocolou a emenda durante a tramitação, com o objetivo de excluir os agentes políticos do benefício.

Segundo Cariny Figueiredo, a mudança no texto do projeto ampliava o público que poderia receber o vale-alimentação, incluindo cargos de alto escalão da administração municipal.

Entenda os motivos da emenda

De acordo com a vereadora, a decisão não se baseia na legalidade, mas na avaliação do momento e das prioridades do município.

Entre os principais argumentos apresentados estão:

  • Salários considerados elevados:
    Secretários municipais recebem cerca de R$ 9.500, enquanto a vice-prefeita tem remuneração em torno de R$ 13 mil e o prefeito cerca de R$ 23 mil.
  • Comparação com outras esferas:
    A parlamentar citou que o governador de Santa Catarina recebe aproximadamente R$ 25 mil, mesmo com uma estrutura administrativa e responsabilidade maiores.
  • Natureza dos cargos:
    Secretários são cargos de confiança e já possuem remuneração superior à de vereadores, o que, segundo ela, reduz a necessidade de benefícios adicionais.
  • Falta de prioridade:
    A vereadora afirmou que o município enfrenta demandas mais urgentes, e que a concessão do benefício para agentes políticos não seria adequada neste momento.

Debate sobre moralidade na gestão pública

Durante a sessão, a discussão girou em torno da diferença entre legalidade e moralidade na administração pública. Embora o pagamento de vale-alimentação a agentes políticos seja permitido em alguns municípios, a vereadora defendeu que a decisão deve considerar o cenário local e as necessidades da população.

“A cidade precisa de mais atenção e investimento em áreas prioritárias antes de ampliar benefícios para cargos já bem remunerados”, destacou.

Impacto da decisão

Com a aprovação da emenda, o vale-alimentação permanece restrito aos servidores que já têm direito ao benefício, sem inclusão do prefeito, da vice-prefeita e dos secretários.

A medida reforça o posicionamento da Câmara em relação ao controle de gastos e à priorização de recursos públicos, tema que deve continuar em debate no município.


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