Uma ação de pesquisa científica mobilizou o complexo lagunar de Laguna, no Sul de Santa Catarina, nesta semana, com o objetivo de avaliar a saúde da população de botos que vive na região. A iniciativa reuniu especialistas de instituições nacionais e internacionais e contou com apoio da Polícia Militar Ambiental.
Participaram da atividade representantes da National Marine Mammal Foundation, dos Estados Unidos, da Associação R3 Animal, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e da organização Kaosa. A ação reforça o trabalho conjunto entre ciência e poder público na preservação da fauna marinha.
Apoio logístico e segurança
A operação contou com suporte da 3ª Companhia da Polícia Militar Ambiental de Laguna, responsável pelo deslocamento das equipes de pesquisa pelo complexo lagunar.
O repórter Matheus Machado, da Rádio Cidade Tubarão 103.7 FM esteve no Batalhão da Polícia Militar Ambiental e conversou com o comandante Gilson Klein sobre o projeto. Segundo Klein, o trabalho da corporação foi essencial para garantir a segurança e a logística da operação.
“O apoio da Polícia Militar Ambiental foi fundamental no suporte logístico e também na segurança da equipe de pesquisadores. Realizamos o deslocamento desses especialistas para que pudessem avaliar de perto a saúde da população de botos”, afirmou.
Espécie símbolo e indicador ambiental
O boto pescador é considerado um dos principais símbolos de Laguna e também um importante indicador da qualidade ambiental da região.
De acordo com o major, a preservação da espécie está diretamente ligada ao equilíbrio do ecossistema local.
“O boto é um termômetro da saúde do nosso ecossistema. Quando unimos ciência de ponta com a estrutura do poder público, garantimos decisões de preservação baseadas em dados reais”, destacou.
Combate a ameaças no habitat
A Polícia Militar Ambiental atua de forma contínua na proteção dos botos, com foco na fiscalização e retirada de redes de emalhe ilegais, consideradas uma das principais ameaças à espécie.
As ações ocorrem não apenas nas lagoas, mas também nos rios que deságuam na Lagoa Santo Antônio dos Anjos.
“Essas redes são as maiores ameaças aos nossos botos e nossa missão é garantir que o ambiente esteja livre desses riscos”, explicou Klein.
Reconhecimento cultural reforça preservação
A pesquisa ocorre em um momento de valorização da cultura local. Recentemente, a pesca artesanal com auxílio dos botos foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Para o major, o reconhecimento amplia a responsabilidade sobre a preservação da espécie.
“Proteger o boto é proteger a cultura e a história do povo lagunense e catarinense”, afirmou.
Parceria entre ciência e segurança
A Polícia Militar Ambiental reforça que está à disposição para novas iniciativas acadêmicas e parcerias científicas, destacando a importância da união entre diferentes setores.
O monitoramento da população de botos faz parte de um esforço contínuo para garantir que as futuras gerações possam conviver com a espécie no ambiente natural.
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