Novo tipo de planeta com magma e enxofre intriga cientistas

Exoplaneta L 98-59 d, a 35 anos-luz da Terra, desafia classificações conhecidas após análise com o telescópio James Webb

Redação

Publicado em: 20 de março de 2026

4 min.

Novo tipo de planeta com magma e enxofre intriga cientistas foto: reprodução

Astrônomos identificaram um possível novo tipo de planeta fora do Sistema Solar que desafia as classificações tradicionais da ciência. Batizado de L 98-59 d, o objeto fica a cerca de 35 anos-luz da Terra e apresenta características incomuns, como interior derretido e atmosfera rica em gases de enxofre. O estudo foi publicado na revista científica Nature Astronomy.

A descoberta foi possível a partir de dados do telescópio espacial James Webb, combinados com observações feitas por equipamentos em solo. O planeta possui cerca de 1,6 vez o tamanho da Terra, mas sua densidade é menor do que o esperado para corpos rochosos, o que chamou a atenção dos pesquisadores.

Atmosfera incomum desafia classificações

As análises indicaram a presença de gases como o sulfeto de hidrogênio na atmosfera do planeta. Até então, mundos com essas características eram classificados como planetas rochosos com envoltório gasoso ou como planetas cobertos por oceanos profundos.

No entanto, o L 98-59 d não se encaixa em nenhuma dessas categorias, o que levou cientistas a considerarem a possibilidade de um novo tipo de planeta.

Interior pode ser formado por magma

Simulações realizadas por pesquisadores da University of Oxford e de outras instituições apontam que o interior do planeta pode ser composto por rocha derretida, semelhante à lava. Os modelos sugerem a existência de um oceano global de magma que se estende por milhares de quilômetros abaixo da superfície.

Esse reservatório de material quente teria a capacidade de armazenar grandes quantidades de enxofre ao longo de bilhões de anos, influenciando diretamente a composição da atmosfera.

Interação entre interior e atmosfera

Segundo os cientistas, o interior derretido do planeta desempenha papel fundamental na manutenção de sua atmosfera espessa, rica em hidrogênio e compostos de enxofre. Em condições normais, esses gases tenderiam a escapar para o espaço devido à radiação da estrela ao redor da qual o planeta orbita.

A interação química entre o magma e a atmosfera teria permitido a retenção desses gases, moldando as características observadas atualmente.

O que a descoberta pode significar

A identificação do L 98-59 d amplia o entendimento sobre a diversidade de planetas existentes no universo e pode indicar que há mais mundos com composições até então desconhecidas.

Para os pesquisadores, a descoberta abre caminho para novas investigações sobre a formação e evolução de exoplanetas, além de ajudar a refinar modelos que buscam compreender ambientes fora do Sistema Solar.


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