O preço dos combustíveis voltou a subir de forma expressiva no Brasil nas últimas semanas. Levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) aponta que o diesel acumula alta de 19,4% desde o início do conflito envolvendo o Irã, enquanto a gasolina registra aumento de 5,5% no mesmo período.
A elevação ocorre em meio a um cenário internacional instável, com impacto direto na oferta global de petróleo.
Diesel registra maior valor desde 2022
Na comparação semanal, o diesel apresentou uma das maiores altas recentes. O valor médio passou de R$ 6,80 para R$ 7,26, um avanço de 6,76% em apenas sete dias. Trata-se do maior patamar desde julho de 2022.
O aumento também é significativo quando observado em um intervalo maior. Há duas semanas, o litro custava R$ 6,08, o que evidencia a rápida escalada.
Já a gasolina comum subiu de R$ 6,46 para R$ 6,65 no mesmo período, com variação de 2,94%.
Diferença de preços nos postos chama atenção
A pesquisa da ANP revela ainda grande variação nos valores praticados pelo país. Em alguns locais, o diesel foi encontrado por até R$ 8,99 o litro, enquanto a gasolina chegou a R$ 9,39.
O levantamento considerou milhares de postos em todo o território nacional, refletindo a oscilação regional dos preços.
Entenda o impacto da guerra no Irã
A principal causa da alta está ligada ao mercado internacional. O conflito no Oriente Médio afetou diretamente o Estreito de Hormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Cerca de 20% da produção global passa pela região. Com restrições no fluxo, o preço do barril do tipo Brent ultrapassou US$ 100 em março, pressionando os custos em diversos países, incluindo o Brasil.
Medidas para conter os preços
Diante do cenário, o governo federal adotou ações para tentar reduzir os impactos:
- Zerou tributos federais (PIS e Cofins) sobre o diesel
- Iniciou articulação com estados para reduzir o ICMS
- Reforçou medidas de monitoramento do mercado
Fiscalização será intensificada
A ANP informou que pretende ampliar a fiscalização para coibir possíveis abusos nos preços. Paralelamente, a Polícia Federal abriu investigação sobre práticas que possam prejudicar o consumidor.
Uma medida provisória em vigor prevê multas que podem variar de R$ 50 mil a R$ 500 milhões em casos de:
- Aumento considerado abusivo de combustíveis
- Recusa injustificada na venda de produtos
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