Doenças respiratórias avançam antes do inverno no Brasil

Alta antecipada de vírus como influenza A pressiona sistema de saúde e acende alerta em diversos estados

Ewertom Rodrigues

Publicado em: 22 de março de 2026

6 min.
Casos de doenças respiratórias crescem antes do inverno no Brasil e acendem alerta; influenza A lidera avanço

Casos de doenças respiratórias crescem antes do inverno no Brasil e acendem alerta; influenza A lidera avanço. - Foto: Canva

O Brasil enfrenta um aumento antecipado nos casos de doenças respiratórias em 2026, cenário que normalmente ocorre apenas nos meses mais frios do ano. Dados recentes de monitoramento epidemiológico indicam crescimento acelerado das infecções, com destaque para a influenza A, que já apresenta circulação intensa ainda no início do outono.

Esse avanço tem impactado diretamente os registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com tendência de alta em praticamente todo o país.

Crescimento acelerado e mudança no padrão

O aumento dos casos nas últimas semanas chama a atenção por ocorrer fora do período tradicional de maior circulação dos vírus respiratórios. Historicamente, o pico acontece entre o outono e o inverno, mas em 2026 o comportamento foi antecipado.

Entre os vírus identificados nos casos positivos de SRAG, os principais são:

  • Rinovírus, mais comum em crianças e adolescentes
  • Influenza A, com maior impacto em adultos e idosos
  • Covid-19, ainda presente, principalmente em idosos
  • Vírus sincicial respiratório (VSR), associado a internações

A influenza A, em especial, tem contribuído de forma significativa para o aumento das hospitalizações recentes.

Mortes e internações em alta

Os registros de óbitos por doenças respiratórias também refletem a circulação desses vírus. Embora a Covid-19 ainda figure entre as principais causas, a influenza A tem ganhado relevância nas últimas semanas.

O aumento das internações está diretamente ligado à combinação de vírus em circulação simultânea, o que pressiona o sistema de saúde em diferentes regiões do país.

Estados em alerta

A maioria dos estados brasileiros apresenta tendência de crescimento nos casos de SRAG, com níveis que variam entre alerta e alto risco. Esse cenário indica maior circulação viral e exige atenção redobrada das autoridades de saúde.

O avanço ocorre tanto no curto prazo quanto em análises mais amplas, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo.

Santa Catarina mantém cenário controlado

Em Santa Catarina, apesar do aumento de casos, a situação ainda é considerada estável em comparação com outras regiões do país.

Dados estaduais apontam:

  • Mais de mil casos confirmados de SRAG em 2026
  • 89 mortes relacionadas a doenças respiratórias
  • Predominância de rinovírus, influenza e Covid-19

A maior parte dos casos ainda não tem agente identificado, o que reforça a importância da vigilância epidemiológica.

Entre os óbitos registrados no estado, há maior incidência de Covid-19 e influenza, além de casos associados a outras causas não especificadas.

Grupos de risco exigem atenção

Especialistas alertam que pessoas com doenças crônicas — como problemas respiratórios, renais e neurológicos — têm maior risco de विकसित quadros graves.

Idosos continuam sendo o grupo mais vulnerável, especialmente em relação à Covid-19 e à influenza.

Medidas de prevenção seguem essenciais

Diante do aumento antecipado dos casos, medidas simples continuam sendo fundamentais para conter a disseminação dos vírus:

  • Manter a vacinação em dia
  • Higienizar as mãos com frequência
  • Evitar contato próximo em caso de sintomas
  • Utilizar máscara quando necessário

O comportamento dos vírus nas próximas semanas ainda é incerto, mas a tendência de alta reforça a importância da prevenção e do acompanhamento dos dados de saúde.


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