Furto de barco em Tijucas revela passado criminoso no Distrito Federal de condenado foragido

Ação policial resultou na prisão de trio e apreensão de arsenal composto por armas de fogo e munições

Maiquel Machado

Publicado em: 24 de março de 2026

6 min.
Furto de barco em Tijucas revela passado criminoso no Distrito Federal de condenado foragido. - Foto: Divulgação/PMSC

Furto de barco em Tijucas revela passado criminoso no Distrito Federal de condenado foragido. - Foto: Divulgação/PMSC

O que começou como uma ocorrência de furto de uma embarcação na noite dessa segunda-feira (23), na Rua Noemi Azevedo, em Tijucas, terminou com três homens presos e a revelação de um passado criminoso que há anos estava oculto no litoral catarinense.

Ao atender a denúncia, equipes do Patrulhamento Tático da Polícia Militar (PM) descobriram que um dos envolvidos era um foragido da Justiça do Distrito Federal desde 2019, condenado a mais de 16 anos de prisão por um homicídio ocorrido em 2015.

A noite de operação

Segundo informações da PM, dois homens teriam furtado uma embarcação de um rio e fugido em direção a uma empresa na região. Na ocasião, um vigia de empresa de segurança privada disse ter recebido um alerta sobre a invasão de dois suspeitos encapuzados. Durante as rondas, ele foi abordado por uma dupla que afirmou ter sido vítimas do furto e indicou que o barco teria sido levado para uma área próxima.

Ao retornar ao local acompanhado do proprietário da empresa, o vigia ouviu entre dois e três disparos de arma de fogo vindos dos fundos. A PM foi acionada imediatamente.

Armas e flagrante

Equipes do Patrulhamento Tático chegaram ao endereço e abordaram um dos envolvidos, que confessou ter escondido um rifle calibre .22 dentro de uma carretinha e admitiu ter disparado contra dois homens que, segundo ele, tentavam furtar seu barco.

Durante as buscas, outro homem informou possuir um revólver calibre .357 em sua residência — arma que não foi localizada de imediato. Em um imóvel no mesmo terreno, os policiais militares encontraram munições de calibres .22 e .36 sobre uma mesa. No interior, um terceiro homem foi flagrado com um revólver calibre .36 e também com o revólver calibre .357 que havia sido mencionado.

Ao todo, foram apreendidos um rifle calibre .22, um revólver calibre .36, um revólver calibre .357 e munições de diferentes calibres.

O foragido de Brasília

A consulta aos antecedentes revelou o passado sombrio de um dos detidos, natural de Rio Bonito do Iguaçu (PR). Ele foi condenado pela Justiça do Distrito Federal pela morte de Wesley Ornelas de Oliveira, gerente de uma concessionária na Cidade do Automóvel, em Brasília.

O crime aconteceu em 17 de novembro de 2015. Segundo o processo, o criminoso tentou vender um veículo à concessionária por um valor que incluía acessórios como rodas e sistema de som. No momento da entrega, os itens haviam sido retirados. O gerente Wesley cancelou a compra. O autor o agrediu física e verbalmente. Em seguida, um comparsa sacou uma arma e disparou contra Wesley, atingindo sua mão, braço, perna e costas. O atirador ainda tentou um disparo na cabeça, mas a arma falhou.

Wesley foi socorrido e levado ao Hospital de Base do DF, onde ficou internado por mais de 15 dias. Ele não resistiu e morreu em 4 de dezembro de 2015, em consequência de uma parada cardiorrespiratória provocada pelos ferimentos.

A fuga e a captura

O criminoso foi denunciado em março de 2016, pronunciado em outubro do mesmo ano e condenado pelo Tribunal do Júri em maio de 2018 a 16 anos e 7 meses de reclusão em regime fechado, por homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo. O mandado de prisão foi expedido em outubro de 2019. Desde então, ele vivia foragido, estabelecido na região de Tijucas.

Trio acabou preso

Os três homens foram presos em flagrante por disparo de arma de fogo, posse e porte ilegal de armas e munições, além do cumprimento do mandado de prisão no caso do foragido. Não houve feridos durante a ação policial.

Os detidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Itapema. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, enquanto o criminoso finalmente ficará à disposição da Justiça para cumprir a pena que o aguardava há mais de 7 anos.

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