Leão do Bem: Casa Guido revela como destinar IR e salvar vidas

Entrevista na Rádio Cidade em Dia explica como ajudar crianças com câncer em Criciúma sem pagar nada

Leticia Matos

Publicado em: 30 de março de 2026

7 min.
Leão do Bem Casa Guido revela como destinar IR e salvar vidas. - Foto: Divulgação/Casa Guido

Leão do Bem Casa Guido revela como destinar IR e salvar vidas. - Foto: Divulgação/Casa Guido

Com o início do prazo para a declaração do Imposto de Renda, contribuintes de Santa Catarina têm uma oportunidade pouco explorada: destinar parte do imposto devido para projetos sociais locais. Em entrevista ao programa Fala Cidade, da Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, a coordenadora de captação de recursos da Casa Guido, Patrícia Guralsk, detalhou como funciona o processo e destacou o impacto direto dessa escolha.

A iniciativa faz parte da campanha Leão do Bem, promovida pelo Grupo SCTODODIA, que busca ampliar a destinação de recursos aos Fundos Municipais da Criança e do Adolescente e da Pessoa Idosa — sem custo adicional ao contribuinte.

Como funciona a destinação do Imposto de Renda

O processo é simples e pode ser feito diretamente na declaração:

  • Pessoas físicas podem destinar até 3% do imposto devido para o Fundo da Criança e do Adolescente
  • Outros 3% podem ser destinados ao Fundo do Idoso
  • A opção está disponível apenas no modelo completo da declaração
  • Após a destinação, é necessário enviar o comprovante (DARF) para a entidade escolhida

No caso da Casa Guido, o envio pode ser feito pelo WhatsApp: (48) 3045-6211, onde a instituição também oferece suporte e um guia passo a passo.

Segundo Patrícia, “é um recurso que deixa de ir para Brasília e fica aqui no município, ajudando diretamente quem precisa”.

Casa Guido: referência no atendimento a crianças com câncer

A Casa Guido atua há 15 anos no apoio a crianças e adolescentes com câncer, atendendo pacientes com até 19 anos em uma região que abrange 45 municípios, de Passo de Torres a Imbituba.

O trabalho vai além do tratamento médico:

  • Distribuição de cestas básicas
  • Atendimento psicológico para pacientes e familiares
  • Assistência social com visitas domiciliares e hospitalares
  • Apoio com medicamentos, exames e consultas

Atualmente, cerca de 70 pacientes são atendidos pela instituição.

“Não atendemos só o paciente, mas toda a família. E muitas vezes precisamos agir rápido, principalmente quando o SUS não consegue atender no tempo necessário”, explicou a coordenadora ao jornalista Paulo Monteiro, no programa Fala Cidade.

Doações fazem diferença — mesmo em pequenos valores

Um dos principais desafios, segundo a entidade, é mudar a cultura da população sobre a destinação do imposto.

Em 2025, a Casa Guido recebeu cerca de R$ 30 mil diretamente via destinação — valor considerado importante, mas ainda abaixo do potencial.

“Às vezes a pessoa acha que R$ 100 não faz diferença, mas faz. Esse valor pode ajudar na compra de um medicamento, por exemplo”, destacou Patrícia.

Potencial milionário ainda pouco aproveitado

Os números mostram que há espaço para crescimento:

  • Santa Catarina tem potencial superior a R$ 337 milhões em destinações
  • A região da AMREC soma quase R$ 24 milhões
  • Criciúma concentra R$ 16,7 milhões desse total

Apesar disso, em 2025:

  • Apenas R$ 1,1 milhão foi destinado em Criciúma
  • Menos de 10% do potencial foi aproveitado
  • Foram registradas apenas 959 doações

Os dados reforçam a importância de campanhas como o Leão do Bem para ampliar a conscientização.

Como ajudar a Casa Guido com seu imposto

Para quem deseja contribuir, o caminho é direto:

  1. Escolher o modelo completo na declaração
  2. Optar pela destinação ao Fundo da Criança e do Adolescente
  3. Indicar Criciúma como município
  4. Enviar o comprovante para a Casa Guido
  5. Solicitar a carta de intenção para direcionar o recurso

Empresas de lucro real também podem participar da destinação.

Cultura de solidariedade ainda é desafio

Apesar do avanço nos últimos anos, a adesão ainda é considerada baixa. Para a coordenadora, o principal obstáculo é a falta de informação. “O potencial de doação é muito grande. A gente precisa transformar isso em hábito, em cultura”, afirmou.

A proposta da campanha é clara: se o imposto é gerado na cidade, ele pode — e deve — ficar na própria comunidade, fortalecendo projetos que impactam diretamente a população.

Confira a entrevista completa.


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