Justiça dos EUA condena Meta por falhas na proteção de menores

Decisão aponta responsabilidade da empresa por não impedir ações de predadores em redes sociais

Ewertom Rodrigues

Publicado em: 24 de março de 2026

5 min.
Meta é condenada a pagar US$ 375 milhões por falhas na proteção de crianças. Empresa diz que vai recorrer da decisão

Meta é condenada a pagar US$ 375 milhões por falhas na proteção de crianças. Empresa diz que vai recorrer da decisão. - Foto: Shutterstock

A Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram, foi condenada pela Justiça do estado do Novo México, nos Estados Unidos, a pagar US$ 375 milhões por falhas na proteção de crianças em suas plataformas digitais. A decisão foi tomada por um júri nesta terça-feira (24), após análise de um processo movido pelo procurador-geral local.

Segundo o entendimento dos jurados, a empresa não adotou medidas suficientes para alertar usuários sobre riscos e evitar a atuação de predadores sexuais, violando leis estaduais de proteção ao consumidor. A Meta informou que discorda da decisão e pretende recorrer.

Processo aponta falhas na segurança das plataformas

A ação judicial teve início em 2023 e acusou a empresa de permitir um ambiente favorável para crimes envolvendo menores. Durante o julgamento, foram analisadas práticas da companhia consideradas inadequadas na proteção de usuários jovens.

Entre os pontos avaliados, o júri entendeu que a Meta teria adotado condutas classificadas como enganosas e insuficientes diante dos riscos existentes nas redes sociais.

Perfis falsos ajudaram a identificar crimes

Como parte da investigação, autoridades criaram contas fictícias que simulavam perfis de crianças. A partir desses testes, foram identificadas abordagens suspeitas e conteúdos inadequados direcionados aos perfis.

O trabalho resultou na prisão de três homens em 2024, suspeitos de tentar manter contato com menores por meio das plataformas digitais.

Pressão sobre big techs aumenta

O caso reforça um cenário de crescente pressão judicial sobre empresas de tecnologia, especialmente em relação à segurança de crianças e adolescentes no ambiente online.

Além desta ação, outras empresas do setor enfrentam processos semelhantes nos Estados Unidos, envolvendo desde exposição a conteúdos prejudiciais até impactos na saúde mental de jovens.

Depoimentos revelam preocupações internas

Durante o julgamento, ex-funcionários da Meta relataram preocupações sobre a eficácia das ferramentas de proteção da empresa. Também foram apresentados relatos sobre como algoritmos podem facilitar conexões entre usuários com interesses semelhantes, o que pode ser explorado por criminosos.

Por outro lado, representantes da companhia defenderam que há investimentos contínuos em segurança e equipes dedicadas à moderação de conteúdo.

Empresa promete recorrer

Em posicionamento oficial, a Meta afirmou que mantém esforços para combater crimes em suas plataformas e que continuará se defendendo na Justiça.

A empresa também destacou que trabalha em parceria com autoridades para identificar e denunciar casos de exploração infantil, embora reconheça desafios na moderação de conteúdo em larga escala.

O processo ainda terá novos desdobramentos, incluindo a possibilidade de medidas adicionais que podem obrigar mudanças nas plataformas digitais.


FIQUE BEM INFORMADO:

📲 Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
👉 Clique aqui e acompanhe



× SCTODODIA Rádios