Florianópolis é a capital brasileira com o maior percentual de estudantes entre 13 e 17 anos que já experimentaram drogas ilícitas ao menos uma vez na vida. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento, realizado entre abril e setembro de 2024 em todo o país, mostra que 15,6% dos alunos da capital catarinense relataram já ter usado algum tipo de droga ilícita. O índice é significativamente superior à média das capitais (9,4%) e também acima da média nacional (8,3%).
Apesar da liderança no ranking, o estudo aponta uma tendência de queda em relação a 2019, quando o percentual em Florianópolis era de 20,1%.
Uso precoce também é destaque
Outro dado que chama atenção é a idade de início do consumo. Em Florianópolis, 4,9% dos estudantes afirmaram ter experimentado drogas pela primeira vez com 13 anos ou menos — o maior índice entre as capitais.
A média entre as capitais é de 2,8%, enquanto no Brasil o percentual é de 2,7%. Assim como no indicador geral, também houve redução em comparação com 2019, quando a capital registrava 6,2%.
Diferenças entre meninas, meninos e redes de ensino
A pesquisa revela diferenças importantes no perfil dos estudantes:
- Por gênero:
- Meninas: 17,0%
- Meninos: 14,3%
- Uso precoce (até 13 anos):
- Meninas: 6,1%
- Meninos: 3,7%
- Por tipo de escola (uso na vida):
- Rede pública: 18,0%
- Rede privada: 11,6%
- Uso precoce por rede:
- Pública: 6,6%
- Privada: 1,9%
Os dados indicam maior exposição tanto ao uso quanto ao início precoce entre estudantes da rede pública e entre o público feminino na capital.
Uso recente também coloca capital no topo
Florianópolis também lidera entre as capitais no consumo recente de drogas. Segundo a PeNSE, 6,5% dos estudantes disseram ter usado substâncias ilícitas nos 30 dias anteriores à pesquisa — quase o dobro da média das capitais (3,6%).
Ainda assim, o índice caiu em relação a 2019, quando era de 9,5%.
Neste recorte, o comportamento se inverte por gênero:
- Meninos: 7,9%
- Meninas: 5,2%
Por rede de ensino, o uso recente também é maior na rede pública (7,2%) do que na privada (5,3%).
Maconha lidera consumo entre estudantes
Entre as substâncias ilícitas, a maconha aparece como a mais utilizada. Em Florianópolis, 7,5% dos estudantes relataram consumo, o maior índice entre as capitais brasileiras.
O número supera cidades como Porto Alegre (5,5%), embora também represente queda em relação a 2019, quando era de 9,4%.
Panorama em Santa Catarina e convivência com drogas
No recorte estadual, Santa Catarina apresentou índices menores que a capital:
- Uso na vida: 8,9% (era 16,4% em 2019)
- Uso precoce: 2,6% (era 5,5% em 2019)
Outro dado relevante da pesquisa aponta o contato indireto com drogas:
- Em Santa Catarina, 9,9% dos estudantes disseram ter visto amigos usando drogas recentemente
- Em Florianópolis, o índice foi de 7,8%, abaixo da média das capitais (13,2%)
Quais substâncias são consideradas
O IBGE considera como drogas ilícitas uma ampla lista, incluindo maconha, cocaína, crack, ecstasy, LSD, haxixe, metanfetamina, além de inalantes como cola e lança-perfume.
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