A possível venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco da Gama ganhou novos contornos com o avanço das negociações com o empresário Marcos Lamacchia, de 47 anos. O investidor, que é CEO da Blue Star, pode assumir 90% da SAF em um negócio estimado em mais de R$ 2 bilhões.
Filho do fundador do Banco Crefisa, José Roberto Lamacchia, e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, o empresário também carrega uma ligação indireta com o clube paulista — fator que já levantou discussões sobre possível conflito de interesses no mercado esportivo.
A negociação, que ainda será avaliada pelos conselhos do Vasco e pelos sócios ao longo de 2026, também precisará seguir as regras de fair play financeiro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Quem é Marcos Lamacchia
Marcos Lamacchia é sócio-fundador e CEO da Blue Star, empresa especializada em consultoria financeira e investimentos. Ele também é neto do banqueiro Aloysio de Andrade Faria, fundador do Conglomerado Alfa e ex-integrante da lista de bilionários da Forbes, falecido em 2020.
Com forte ligação ao setor financeiro, Lamacchia surge como um investidor com maior capacidade de garantias, segundo avaliação interna do Vasco.
Como está a negociação
As tratativas entre o clube carioca e o investidor já avançaram em etapas consideradas fundamentais. Entre os pontos já superados estão:
- Avaliação mútua entre Vasco e investidor
- Definição envolvendo a ACap sobre a divisão acionária
- Encaminhamento da situação jurídica após litígio com a 777 Partners
A proposta prevê que Lamacchia adquira 90% da SAF, enquanto o clube associativo permaneceria com 10%, conforme determina a legislação.
Atualmente, a divisão está estruturada da seguinte forma:
- 30% pertencem ao Vasco associativo
- 31% eram da 777 Partners
- 39% estão sob controle do clube por decisão judicial
Com a nova operação, o Vasco venderia mais 20% em relação ao modelo anterior.
Dívidas e responsabilidades entram no pacote
O acordo em negociação inclui não apenas a compra das ações, mas também:
- Dívidas acumuladas pela SAF
- Acordos de recuperação judicial
- Compromissos financeiros com jogadores fora da recuperação
A expectativa da diretoria é que o novo investidor ofereça maior solidez financeira e segurança na condução do projeto esportivo e administrativo.
Credibilidade e próximos passos
Internamente, há o entendimento de que medidas recentes adotadas pela atual gestão, como o afastamento da 777 Partners e o pedido de recuperação judicial, ajudaram a recuperar a credibilidade do clube no mercado.
O próprio investidor reconheceu esse cenário como positivo para o avanço das negociações.
A conclusão do negócio ainda depende de aprovação interna e pode se estender ao longo de 2026, marcando um novo capítulo na reestruturação financeira do Vasco.
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