Um motoboy de 46 anos denunciou ter sido agredido por agentes de trânsito durante uma abordagem no centro de Criciúma. O caso teria ocorrido na rua Joaquim Nabuco, próximo à avenida Centenário, durante uma blitz, e está sendo apurado. O trabalhador afirma que não reagiu à abordagem e que a ação dos agentes foi desproporcional.
Segundo relato à jornalista Manuela Oliveira do próprio motoboy, Daniel Jaime, ele trafegava pela via quando percebeu a fiscalização e reduziu a velocidade. Ao notar colegas de trabalho parados na blitz, questionou a abordagem relacionada à exigência de colete refletivo. A partir desse momento, segundo ele, a situação se agravou.
Questionamento teria motivado abordagem mais rígida
De acordo com Daniel, o questionamento foi direcionado a um agente que coordenava a operação. Ele alegou que, conforme entendimento dele, havia prorrogação de exigências legais relacionadas ao uso de equipamentos obrigatórios para motoboys.
Após isso, o agente teria passado a verificar sua motocicleta e apontado uma suposta irregularidade relacionada ao uso de sirene. O motoboy afirma que tentou resolver a situação retirando o equipamento, mas não teve oportunidade.
Relato de agressão durante a ocorrência
O trabalhador relata que, ao tentar retirar o baú da moto, foi imobilizado por trás com um golpe e jogado ao chão. Ele afirma que sofreu lesões, teve a prótese dentária danificada e ficou com marcas no corpo após ser algemado.
Ainda segundo o depoimento, não houve agressão verbal ou física por parte dele antes da ação dos agentes. O caso gerou constrangimento público, já que ocorreu em via movimentada.
Trabalho essencial e impacto na rotina
Daniel também destacou que atua no transporte emergencial de sangue para hospitais, especialmente durante a madrugada, e que a apreensão da moto poderia comprometer o serviço.
Ele afirma que investiu na regularização completa do veículo, incluindo cursos e adaptações exigidas por lei, justamente por lidar com transporte de material biológico em situações de urgência.
Falta de posicionamento oficial
Até o momento do relato, o motoboy afirmou que não havia sido procurado por representantes da prefeitura ou do departamento de trânsito para esclarecimentos. Ele informou que busca responsabilização dos envolvidos e que o caso deve seguir para investigação.
Nota da prefeitura
Já a Prefeitura de Criciúma informou que o prefeito Vagner Espíndola determinou a abertura de uma sindicância para apurar o caso. Dois agentes foram afastados temporariamente das atividades operacionais, e a apuração deve ouvir todos os envolvidos.
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