Vereador critica compra de prédio pela prefeitura de Maracajá

Em entrevista à Rádio Cidade em Dia, Wellington Farias questionou desapropriação, custo e falta de planejamento da gestão municipal

Redação

Publicado em: 30 de março de 2026

5 min.

Vereador critica compra de prédio pela prefeitura de Maracajá

O vereador Wellington Farias participou, nesta segunda-feira (30), de entrevista à Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação, conduzida pelo jornalista Denis Luciano, e fez duras críticas à compra de um prédio pela Prefeitura de Maracajá. Segundo ele, a desapropriação do imóvel surpreendeu até membros do Legislativo e levanta questionamentos sobre planejamento e custo da operação.

Durante a conversa, o parlamentar afirmou que a decisão foi tomada sem diálogo amplo com os vereadores e sem transparência prévia. Ele destacou que o decreto que oficializou a mudança do paço municipal não passou pelo conhecimento antecipado da Câmara.

De acordo com Wellington Farias, o projeto chegou a ser apresentado no fim de 2025, mas não foi votado após o cancelamento de uma sessão extraordinária. Posteriormente, a desapropriação foi realizada por decreto do Executivo.

Críticas ao processo de desapropriação

O vereador relatou que a medida gerou surpresa e insatisfação, inclusive entre parlamentares.

  • A desapropriação ocorreu sem votação final na Câmara
  • Vereadores teriam sido informados de última hora
  • A população, segundo ele, já demonstrava resistência à medida

Farias também questionou a condução política do processo, afirmando que decisões relevantes deveriam passar por maior debate público.

Questionamentos sobre planejamento

Outro ponto central da entrevista foi a crítica à gestão administrativa do município. Para o vereador, a compra do novo prédio é reflexo de falhas no planejamento da prefeitura.

Ele citou como exemplo:

  • Obras inacabadas, como a construção de uma escola há anos
  • Falta de organização na distribuição de servidores em espaços públicos
  • Possibilidade de ampliação da atual sede, sem necessidade de aquisição de novo imóvel

Segundo o parlamentar, a situação atual de espaços apertados seria consequência direta da má gestão de pessoal e estrutura.

Valor do investimento também é alvo de críticas

O custo da aquisição, estimado em mais de R$ 8 milhões, também foi questionado. Embora tenha evitado uma avaliação técnica definitiva, o vereador afirmou que, em sua visão, o valor não condiz com o imóvel.

Ele ainda apontou possíveis gastos adicionais com adaptações, como:

  • Adequações de acessibilidade
  • Reformas estruturais
  • Ajustes para funcionamento de setores públicos

Além disso, mencionou problemas relacionados ao uso do espaço por estudantes, incluindo questões de segurança no entorno.

Debate segue no município

A entrevista reforça o cenário de divergência política em Maracajá sobre a compra do imóvel. Enquanto a administração municipal defende a centralização dos serviços e economia a longo prazo, parte da oposição questiona a legalidade, o custo e a prioridade da medida.

O tema deve continuar em discussão, tanto no Legislativo quanto entre a população, diante do impacto financeiro e estrutural para o município.


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