A Defesa Civil de Criciúma confirmou que deve começar nos próximos dias o processo de aterramento da grande cavidade localizada no terreno do antigo empreendimento Santa Vita. A informação foi divulgada pelo diretor do órgão, Fred Gomes, em entrevista nesta terça-feira (31), na Rádio Cidade em Dia.
Segundo ele, a medida atende aos encaminhamentos previstos em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que estabelecia três alternativas: retomada da obra, aterramento por parte dos responsáveis ou intervenção da prefeitura. Como a construção não foi retomada, os proprietários optaram pelo preenchimento da área.
De acordo com Fred, a maior parte do material necessário para o aterro já está disponível no próprio terreno, o que deve agilizar o início dos trabalhos. A expectativa é que as operações comecem entre quarta e quinta-feira.
Entenda a situação do terreno
O local abriga uma estrutura subterrânea que seria base para uma torre de aproximadamente 30 andares. Com a paralisação da obra, formou-se uma cratera profunda, que passou a gerar preocupação por questões de segurança e saúde pública.
Dados preliminares apontam que a cavidade possui cerca de 15 mil metros cúbicos, o que representa um volume significativo de material a ser utilizado no preenchimento.
Monitoramento e responsabilidade
A Defesa Civil acompanha o caso há anos e reforça que a responsabilidade pelo aterramento é dos proprietários do empreendimento. A prefeitura atua na fiscalização para garantir o cumprimento das obrigações, evitando custos ao município.
“Nosso trabalho é monitorar e garantir que o risco seja eliminado, principalmente para os moradores do entorno”, explicou o diretor.
Situação da água e próximos passos
Apesar da retirada parcial, ainda há acúmulo de água na cavidade, agravado pelas chuvas recentes. O processo de drenagem segue em paralelo ao início do aterro.
Com a conclusão do preenchimento, o principal risco sanitário deve ser eliminado. No entanto, o futuro do terreno ainda é incerto e pode depender de disputas judiciais envolvendo os responsáveis pelo empreendimento e credores.
Impacto para a comunidade
A solução do problema é considerada um avanço importante para a região, que convive há anos com a obra inacabada. Além da eliminação de riscos, o local poderá ter nova destinação no futuro, embora ainda sem definição oficial.
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