Cadela abandonada vira “funcionária” e emociona aeroporto

Resgatada após meses circulando sozinha, Charlie agora atua como apoio emocional para passageiros em Guarulhos

Redação

Publicado em: 31 de março de 2026

5 min.
Cadela abandonada vira “funcionária” e emociona aeroporto. - Foto: Reprodução/Instagram

Cadela abandonada vira “funcionária” e emociona aeroporto. - Foto: Reprodução/Instagram

Uma cadela que vagava sozinha pelos terminais do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, ganhou um novo destino e uma função inusitada: virou mascote oficial e apoio emocional para passageiros. Batizada de Charlie, a vira-lata foi adotada pela concessionária GRU Airport após meses de observação e cuidados.

A presença do animal, que antes chamava atenção por circular livremente como se fosse mais uma passageira, agora faz parte de uma iniciativa que busca tornar o ambiente aeroportuário mais acolhedor.

Adoção após meses de espera

Charlie começou a aparecer no aeroporto sem que ninguém soubesse sua origem. Funcionários passaram a monitorar a situação na expectativa de que algum tutor aparecesse, o que não aconteceu.

Diante disso, a equipe decidiu assumir a responsabilidade pelo animal. A cadela recebeu atendimento veterinário completo, incluindo castração, vermifugação e higienização. Paralelamente, passou por um processo de adestramento para se adaptar ao novo papel.

A adoção foi formalizada após esse período de acompanhamento, garantindo segurança tanto para o animal quanto para o ambiente do aeroporto.

Nome com significado na aviação

O nome Charlie foi escolhido por meio de votação interna entre os colaboradores. A escolha tem relação direta com o local onde ela foi vista pela primeira vez: o portão C.

No alfabeto fonético utilizado na aviação, a letra “C” é representada pela palavra “Charlie”, o que reforçou a identificação da cadela com o ambiente aeroportuário.

Nova função: apoio emocional aos passageiros

Agora oficialmente parte da equipe, Charlie ganhou credencial, uniforme e até um colete personalizado. Sua principal missão é simples, mas significativa: circular pelo terminal e interagir com passageiros, ajudando a reduzir o estresse comum em viagens.

De acordo com a gerente de comunicação do aeroporto, Cíntia Nunes, a presença da cadela tem impacto direto na experiência dos usuários.

“Viajar muitas vezes envolve ansiedade, correria e expectativa, e a presença dela pode transformar esses momentos para quem passa por Guarulhos”, afirmou.

Rotina controlada e bem-estar garantido

Apesar do novo “cargo”, Charlie não vive no aeroporto em tempo integral. Ela fica hospedada em um hotel para pets nas proximidades, onde recebe cuidados adequados.

As visitas ao terminal acontecem em horários específicos, sempre com supervisão, garantindo o bem-estar do animal e a segurança dos passageiros.

Iniciativa une acolhimento e responsabilidade

A história de Charlie chama atenção não apenas pelo desfecho positivo, mas também pelo impacto social da iniciativa. Além de oferecer um lar ao animal, o projeto contribui para humanizar o ambiente aeroportuário.

Casos como esse têm se tornado cada vez mais comuns em espaços públicos ao redor do mundo, onde animais treinados são utilizados como apoio emocional para reduzir ansiedade e melhorar a experiência das pessoas.


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