Uma manifestação realizada na tarde de terça-feira (31) reuniu cerca de 100 pessoas no bairro Pinheirinho, em Criciúma, entre moradores, comerciantes e empresários que cobram providências na área da segurança pública. O tema foi repercutido na manhã desta quarta-feira (01), em entrevista do prefeito Vagner Espíndola à Rádio Cidade em Dia, do Grupo SCTODODIA.
Durante a entrevista, o prefeito classificou o protesto como legítimo, mas afirmou que o município vem atuando de forma contínua no enfrentamento da situação, especialmente no atendimento à população em situação de rua e dependência química.
Município aponta ações já realizadas
Segundo o prefeito, mais de 5.300 atendimentos foram realizados em 2025 envolvendo abordagens e acolhimentos, além de cerca de 500 internações voluntárias e 28 involuntárias. Em 2026, já foram registradas 11 internações involuntárias.
Espíndola destacou ainda o lançamento do programa “Criciúma Recomeça”, que busca reinserir pessoas em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho. A iniciativa começou com 15 participantes atuando em serviços de zeladoria urbana.
“O município não está de braços cruzados. Estamos enfrentando o problema com responsabilidade, sem transferir responsabilidades”, afirmou.
Segurança é foco das cobranças
Apesar das ações municipais, o prefeito reforçou que a responsabilidade constitucional pela segurança pública é do Governo do Estado. Ele cobrou mais investimentos em efetivo policial, viaturas, equipamentos e, principalmente, inteligência e investigação.
“O que precisamos é de mais homens, mais estrutura e integração entre as forças de segurança. Não adianta tratar apenas os efeitos sem atacar a origem do problema”, disse.
Espíndola também criticou a ausência de operações integradas contínuas de combate ao tráfico de drogas na cidade e defendeu mudanças na legislação penal para aumentar a efetividade das prisões.
Fiscalização e fechamento de estabelecimentos
Como parte das ações locais, o prefeito destacou o fechamento de oito estabelecimentos suspeitos de envolvimento com receptação de objetos furtados e tráfico de drogas, em parceria com a Polícia Militar.
Segundo ele, os locais funcionavam como fachada para atividades ilícitas e foram interditados com base em instrumentos jurídicos criados pelo município.
Outras demandas do bairro
O prefeito ressaltou que o protesto não teve como foco áreas como infraestrutura, saúde ou educação, citando investimentos recentes no bairro, como pavimentação de ruas, atendimento nas unidades de saúde e ampliação de serviços.
Entre os projetos anunciados, estão:
- Implantação de um centro especializado em saúde da mulher e da criança no bairro
- Construção do maior centro de atendimento a pessoas neurodivergentes de Santa Catarina
- Ampliação de exames com instalação de raio-X na região
Habitação e remoção de áreas de risco
Outro ponto abordado foi o avanço no projeto de remoção de famílias que vivem às margens dos trilhos. A prefeitura já trabalha no cadastramento e na definição de áreas para reassentamento, com previsão de construção de até 280 moradias.
Debate sobre políticas públicas
Durante a entrevista, o prefeito também levantou críticas à política nacional de assistência social, citando o pagamento de benefícios a pessoas em situação de rua com dependência química, e defendeu uma revisão das regras.
A entrevista reforça o cenário de tensão na região do Pinheirinho, onde moradores pedem mais segurança, enquanto o município aponta limitações legais e cobra maior atuação do Estado.
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