A Prefeitura de Criciúma deu início ao programa “Criciúma Recomeça”, voltado à reinserção social e profissional de pessoas em situação de rua. A iniciativa começou nesta semana, com ações no bairro Pinheirinho e no entorno do Parque Altair Guidi, reunindo inicialmente oito participantes — número que dobrou em apenas um dia.
O projeto é coordenado pela Secretaria de Assistência Social, em parceria com outras pastas municipais, e tem como objetivo não apenas retirar pessoas das ruas, mas oferecer condições reais de reconstrução de vida, por meio de qualificação, trabalho e apoio habitacional.
Como funciona o programa
O Criciúma Recomeça combina assistência social com atividades práticas de trabalho. Os participantes atuam na zeladoria urbana, como pintura de meio-fio e manutenção de espaços públicos, enquanto recebem acompanhamento técnico e social.
Entre os principais pontos do programa estão:
- Bolsa mensal: participantes recebem um salário mínimo ao final do mês
- Qualificação profissional: preparação para inserção no mercado de trabalho
- Moradia assistida: acesso à República ou aluguel social
- Acompanhamento contínuo: suporte da equipe da Assistência Social
A proposta é promover autonomia financeira e estabilidade, evitando o retorno às ruas.
Acesso ao programa
Para participar, é necessário estar vinculado aos serviços de atendimento social do município. O encaminhamento pode ser feito por:
- Centro POP (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua)
- República (estrutura de acolhimento)
- Equipes de abordagem social
- Atendimento direto na Prefeitura
Atualmente, o programa prevê até 30 vagas. Com 16 participantes já ativos, novas entradas dependerão da rotatividade do grupo.
Desafio da permanência
Apesar da estrutura oferecida, a permanência no programa depende do engajamento dos próprios participantes. Segundo a equipe responsável, a iniciativa oferece as condições necessárias, mas a mudança de vida exige comprometimento individual.
A estratégia da prefeitura busca justamente romper o ciclo de retorno às ruas, comum em ações que não incluem acompanhamento contínuo e geração de renda.
Relato de quem vive a transformação
Entre os participantes está Alexandre Rosso, de 48 anos, natural de Criciúma. Ele conta que foi parar nas ruas após problemas pessoais e acabou se envolvendo com drogas.
Após sete meses nessa condição, decidiu buscar ajuda e ingressou no programa. Para ele, a iniciativa representa mais do que uma oportunidade de trabalho.
“A autoestima é a primeira coisa que a gente resgata. Você começa a se enxergar de novo, cria metas e volta a ter perspectiva”, relatou.
Alexandre também destacou que muitas pessoas em situação de rua têm profissão e potencial, mas enfrentam dificuldades para recomeçar sem apoio.
Impacto social
O Criciúma Recomeça surge como uma política pública que integra assistência social, empregabilidade e dignidade. A expectativa é que, ao longo do tempo, o programa contribua para reduzir a população em situação de rua e ampliar as oportunidades de reinserção social na cidade.
A iniciativa também busca sensibilizar a sociedade sobre a complexidade do problema, mostrando que, com apoio adequado, é possível transformar trajetórias.
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