A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) inaugurou, no dia 30 de março, a ampliação do Campo Experimental de Piscicultura em Itajaí. A obra recebeu investimento de R$ 3,7 milhões e tem como objetivo fortalecer as pesquisas aquícolas no estado, ampliando a capacidade de estudos, inovação e desenvolvimento tecnológico no setor.
A nova estrutura inclui viveiros, reservatórios e melhorias operacionais que devem impulsionar a produção de conhecimento em uma atividade que cresce em importância econômica em Santa Catarina.
Estrutura ampliada e mais capacidade de pesquisa
Com a ampliação, o espaço passou a contar com:
- 20 viveiros de 200 metros quadrados
- 4 viveiros de 500 metros quadrados
- 2 reservatórios com capacidade para abastecer todos os tanques
Segundo o pesquisador da Epagri, Bruno Corrêa da Silva, a obra representa um avanço significativo na estrutura de pesquisa. “A gente inaugurou no dia 30 de março o Campo Experimental de Piscicultura de Itajaí. Foi uma ampliação de uma área já existente para a realização das pesquisas em piscicultura da Epagri”, afirmou.
Ele também destacou que a unidade concentra atualmente as principais pesquisas do setor no estado. “Hoje, as pesquisas de piscicultura da Epagri estão concentradas todas em Itajaí”, explicou.
Foco em inovação e produtividade
De acordo com o pesquisador, os estudos desenvolvidos no local estão voltados para áreas estratégicas da produção aquícola:
- Melhoramento genético da tilápia
- Reprodução e produção de alevinos
- Sistemas de cultivo mais eficientes, como o bioflocos
- Sanidade e manejo alimentar
“Os principais focos das pesquisas são trabalhos com melhoramento genético de tilápia, reprodução e alevinagem, além da produção de formas jovens em sistemas mais fechados e biosseguros, como o sistema de bioflocos”, detalhou.
Sobre a tecnologia, ele destacou a eficiência do método: “É um sistema de cultivo onde a gente consegue produzir de cinco a dez vezes mais do que o sistema tradicional sem renovar a água”.
Mais segurança sanitária e sustentabilidade
A ampliação também traz avanços importantes em segurança e sustentabilidade. Entre os principais benefícios estão:
- Reuso de água e maior capacidade de armazenamento
- Redução da dependência de fontes externas, como rios
- Diminuição do risco de contaminação
Segundo Bruno Corrêa da Silva, a nova estrutura aumenta a segurança sanitária das pesquisas. “A gente consegue não precisar utilizar outras fontes de água, como o rio, o que poderia ser um vetor de problemas sanitários”, explicou.
Além disso, o espaço recebeu proteção com cercas e telas antipássaros. “A obra conta com proteção contra predadores e vetores, como pássaros e lontras”, acrescentou.
Infraestrutura moderna e proteção contra enchentes
O novo campo experimental também foi equipado com melhorias estruturais que ampliam a segurança operacional:
- Sistema de drenagem mais eficiente
- Nova rede elétrica para equipamentos
“Essa ampliação nos traz maior segurança pela questão hídrica, mais sustentabilidade com o reuso de água e também mais segurança em relação à energia, que é essencial para bombas e aeradores”, destacou o pesquisador.
Ele também ressaltou a importância da drenagem. “A obra conta com um sistema novo de drenagem das áreas de cultivo, o que traz mais segurança em caso de enchentes”, completou.
Impacto direto no setor aquícola
Com a ampliação, a expectativa é de avanço no desenvolvimento tecnológico da piscicultura catarinense, com reflexos diretos na produção, eficiência e competitividade do setor.
“É uma obra que amplia muito a nossa capacidade de pesquisa e melhora as condições para o desenvolvimento dos trabalhos”, concluiu Bruno Corrêa da Silva.
Santa Catarina se destaca nacionalmente na produção aquícola, e investimentos em pesquisa são considerados estratégicos para manter o crescimento sustentável da atividade.
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