A gasolina pode custar menos de R$ 0,12 por litro em alguns países, enquanto em outros ultrapassa os R$ 20. Um levantamento recente da plataforma Global Petrol Prices revela um ranking global com grandes diferenças de preços, influenciadas principalmente por produção de petróleo, subsídios governamentais e carga tributária.
O cenário ocorre em meio à tensão no Oriente Médio, com impactos diretos no mercado internacional de energia e no preço do barril de petróleo, que já superou os US$ 100.
Onde a gasolina é mais barata no mundo
Os menores preços estão concentrados em países produtores de petróleo ou que adotam forte subsídio estatal para manter o combustível acessível à população.
Confira os destaques:
- Líbia: US$ 0,023 (cerca de R$ 0,12)
- Irã: US$ 0,029 (R$ 0,15)
- Venezuela: US$ 0,035 (R$ 0,18)
- Angola: US$ 0,327
- Kuwait: US$ 0,339
- Argélia: US$ 0,353
- Egito: US$ 0,440
- Catar: US$ 0,563
Esses países conseguem manter preços baixos graças à grande produção interna e políticas públicas de subsídio.
Brasil aparece no meio do ranking
O Brasil ocupa a 65ª posição, com preço médio de US$ 1,273 por litro (cerca de R$ 6,56).
O valor é mais alto que o dos Estados Unidos, onde o litro custa em média US$ 1,141 (R$ 5,89). A diferença é explicada por fatores como menor carga tributária e alta produção de petróleo no território norte-americano.
Onde a gasolina é mais cara
Na outra ponta do ranking, estão países e regiões com alta carga de impostos e menor produção de petróleo.
Veja os mais caros:
- Hong Kong: US$ 4,106 (R$ 21,16)
- Malawi: US$ 2,858 (R$ 14,85)
- Holanda: US$ 2,736
- Dinamarca: US$ 2,663
- Alemanha: US$ 2,422
- França: US$ 2,277
- Portugal: US$ 2,215
A Europa domina essa lista devido à forte tributação sobre combustíveis e políticas ambientais.
Guerra pressiona preços globais
A escalada de tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem aumentado a instabilidade no mercado de energia. Um dos pontos críticos é o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
O bloqueio da região eleva a volatilidade e pressiona os preços internacionais, com reflexos diretos no custo dos combustíveis e na inflação global.
Analistas apontam que o cenário deve continuar instável nas próximas semanas, mantendo o preço da gasolina sensível às decisões geopolíticas.
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