Nesta quinta-feira (2), Dia Mundial de Conscientização do Autismo, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) marca também dois anos da criação de um protocolo específico para atendimento pré-hospitalar voltado a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Desde a implantação, já foram registrados 1.066 atendimentos em todo o estado.
A iniciativa, considerada pioneira no Brasil, tem como objetivo adaptar o socorro às necessidades de crianças e adultos autistas, garantindo mais segurança, eficiência e respeito às particularidades comportamentais durante situações de emergência.
Ocorrências mais frequentes
Ao longo dos dois anos, o protocolo foi aplicado em diferentes tipos de atendimento. Entre os principais casos estão:
- Convulsões
- Quedas
- Desmaios
- Emergências psiquiátricas
A padronização permite que as equipes atuem com maior preparo diante de situações sensíveis, reduzindo riscos e melhorando a qualidade do atendimento prestado.
Procedimentos adaptados durante o socorro
Um dos principais diferenciais do protocolo é a atenção a estímulos que possam desencadear crises nos pacientes.
De acordo com o presidente da Coordenadoria de Atendimento Pré-Hospitalar do CBMSC, tenente-coronel Henrique Piovezam da Silveira, quando a central identifica que a vítima é autista, a informação é repassada à equipe ainda no deslocamento.
“Cerca de 500 metros antes do local, as luzes e as sirenes são desligadas. Dessa forma, a viatura chega em silêncio, evitando o possível agravamento da crise ou o aumento do estresse do paciente”, explica.
Mais preparo e inclusão no atendimento
Além de beneficiar os pacientes, o protocolo também oferece mais segurança operacional aos bombeiros, que passam a atuar com orientações específicas para lidar com diferentes comportamentos.
A medida contribui diretamente para a promoção da inclusão e da acessibilidade nos serviços de emergência, ampliando a qualidade do atendimento público em Santa Catarina.
Parceria com universidade fortalece projeto
O desenvolvimento do protocolo contou com apoio técnico da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), por meio do Laboratório de Pesquisa em Autismo e Neurodesenvolvimento.
A parceria garantiu embasamento científico à iniciativa, reforçando a eficácia das práticas adotadas pelos socorristas.
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