O cenário de guerra no Oriente Médio atingiu um novo patamar de gravidade nesta sexta-feira, 3 de abril. As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram a realização de uma onda de ataques em larga escala contra o Irã, atingindo mais de 70 alvos em Teerã e outras regiões nas últimas 24 horas. A operação focou em infraestruturas de lançamento de mísseis e drones.
Paralelamente, o porta-voz militar israelense, General Effie Defrin, anunciou a intensificação das operações terrestres, aéreas e marítimas para desarmar o Hezbollah. Segundo o comando israelense, o objetivo é eliminar a ameaça a longo prazo contra as comunidades do norte de Israel, tendo já atingido mais de 3.500 alvos e eliminado cerca de 1.000 combatentes no Líbano.
Ocupação e demolição no Sul do Líbano
Em uma declaração contundente, o Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, detalhou os planos para o território libanês. Israel pretende estabelecer uma zona de segurança que se estende até o Rio Litani. Os pontos principais do plano incluem:
- Modelo Gaza: Todas as casas em vilarejos adjacentes à fronteira serão demolidas, seguindo a estratégia aplicada em Rafah e Beit Hanoun, na Faixa de Gaza.
- Impedimento de Retorno: Centenas de milhares de libaneses deslocados serão impedidos de retornar às suas casas por tempo indeterminado.
- Linha Defensiva: A ocupação visa criar uma barreira física contra mísseis antitanque e garantir o controle de segurança total da área.
De acordo com o governo israelense, o conflito já ultrapassou a metade de sua duração estimada, mas as tropas estão preparadas para manter a ofensiva por mais várias semanas.
Crise humanitária e brasileiros no Líbano
A escalada da violência gerou um deslocamento em massa sem precedentes recentes na região. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 1,2 milhão de pessoas — um quinto da população do Líbano — foram forçadas a deixar suas casas.
A situação atinge diretamente a comunidade internacional:
- Brasileiros: O Itamaraty estima que 22 mil brasileiros residem no Líbano. Muitos já deixaram suas casas e buscam abrigo em escolas, carros ou barracas nas ruas.
- Abrigos: Cerca de 472 prédios educacionais estão superlotados, servindo como abrigos coletivos improvisados.
- Vítimas: O número de mortos no Líbano já ultrapassa a marca de mil pessoas desde o início desta fase da guerra.
As forças israelenses justificam a destruição de pontes e o deslocamento populacional como medidas necessárias para “desmontar a infraestrutura terrorista” e evitar ataques diretos contra civis em solo israelense.
FIQUE BEM INFORMADO: Acompanhe os desdobramentos da crise no Oriente Médio e a situação dos brasileiros na região. Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as atualizações direto no seu celular.