A manifestação de moradores e comerciantes do bairro Pinheirinho, em Criciúma, segue repercutindo no cenário político local. Durante a sessão desta segunda-feira (06) na Câmara de Vereadores, parlamentares do PL utilizaram a tribuna para rebater declarações do prefeito Vaguinho Espíndola sobre o protesto.
Na ocasião, o chefe do Executivo afirmou que gostaria de ver cobranças direcionadas também ao governo de Santa Catarina, especialmente em relação à segurança pública, e sugeriu que alguns participantes do ato teriam vínculos com gabinetes estaduais.
Vereadores contestam versão do prefeito
O vereador Toninho da Figueira foi um dos primeiros a se manifestar, negando qualquer viés político na mobilização. Segundo ele, o protesto teve como objetivo reivindicar melhorias para a comunidade.
“O que eu vi foi a população buscando seus direitos, empresários enfrentando dificuldades. Em momento algum percebi um movimento político”, afirmou.
Na mesma linha, o vereador Juarez de Jesus relatou que tentou contato com o prefeito para esclarecer a situação, mas não obteve retorno. Ele também questionou a associação feita pelo Executivo entre o ato e integrantes do partido.
“Não entendi essa fala. Até onde sei, nenhum dos meus colegas do PL participou do movimento. Esperava uma resposta do prefeito, mas não fui respondido”, disse.
Cobrança por retratação
Outro parlamentar do partido, Luiz Fontana, ampliou o debate ao destacar que problemas relacionados a pessoas em situação de rua não se restringem ao bairro Pinheirinho. Ele também cobrou uma retratação pública do prefeito.
Fontana criticou ainda decisões anteriores do Executivo e afirmou que declarações feitas sobre a atuação dos vereadores não condizem com a realidade.
“Seria de bom tom que o prefeito se retratasse. Ele afirmou coisas que não são verdadeiras, tanto sobre nossa presença quanto sobre nossa posição em projetos”, declarou.
Prefeito pede união e defende ações
Em resposta às críticas, o prefeito Vaguinho Espíndola afirmou que o tema não deve ser politizado e defendeu a construção de soluções conjuntas.
“Precisamos sentar à mesa e tratar todos com o mesmo propósito. O objetivo é encontrar soluções para a segurança e para as questões envolvendo pessoas em situação de rua”, disse.
O prefeito também destacou ações já em andamento, como o credenciamento de clínicas e hospitais para internações involuntárias e a implementação do programa “Criciúma Recomeça”.
Programa busca reinserção social
Segundo Espíndola, o programa municipal tem como foco a reintegração de pessoas em situação de rua por meio do trabalho, especialmente em serviços de zeladoria.
De acordo com ele, a iniciativa busca oferecer uma nova rotina e reduzir a reincidência nas ruas, associada, em muitos casos, à dependência química.
“A construção de uma rotina de trabalho é fundamental para que essas pessoas consigam sair dessa situação e não retornem”, afirmou.
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