Operação Quaresma termina sem casos de maus-tratos em SC

Ação da Polícia Militar abordou mais de 1,6 mil pessoas e reforçou fiscalização contra a farra do boi em diversas regiões do estado

Redação

Publicado em: 8 de abril de 2026

4 min.

Operação Quaresma termina sem casos de maus-tratos em SC Foto: divulgação

A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) encerrou, na segunda-feira (6), mais uma edição da Operação Quaresma sem registrar nenhuma ocorrência de maus-tratos a animais durante o período de atuação. O resultado é considerado histórico e representa avanço significativo no combate à prática ilegal da farra do boi no estado.

A operação é realizada anualmente durante o período da Quaresma e tem como objetivo principal prevenir e reprimir crimes ambientais relacionados à prática, proibida por lei. Em 2025, haviam sido registradas seis ocorrências. Já em 2026, o número caiu para zero.

Fiscalização intensificada e atuação integrada

Durante a operação, a Polícia Militar abordou:

  • 1.663 pessoas
  • 1.616 veículos
  • 523 motocicletas

Além disso, foram cumpridos três mandados de prisão e executadas 550 ações operacionais voltadas à prevenção e repressão da prática ilegal.

As ações ocorreram de forma integrada com órgãos de vigilância sanitária e com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), ampliando o alcance da fiscalização em regiões com histórico da prática.

Conscientização e presença policial

De acordo com a corporação, o resultado positivo está diretamente ligado à presença constante das equipes em áreas consideradas críticas e ao trabalho de conscientização junto à população.

Segundo o subcomandante-geral da PMSC, coronel Jofrey Santos da Silva, a mudança de comportamento da comunidade também foi determinante.

“A maior colaboração da população mostra que há uma compreensão crescente de que a farra do boi é crime ambiental”, destacou.

Leis e penalidades

A Operação Quaresma reforça o cumprimento da Lei nº 9.605/1998, que trata de crimes ambientais, incluindo maus-tratos contra animais.

Além disso, a legislação estadual prevê penalidades específicas:

  • Multa de R$ 20 mil para quem promover ou divulgar a farra do boi
  • Multa de R$ 10 mil para participantes e envolvidos
  • Valores dobrados em caso de reincidência

As sanções também se aplicam a comerciantes de animais, proprietários de veículos utilizados na prática e donos de imóveis onde ocorram os eventos ilegais.

Regiões monitoradas

A operação abrange municípios sob responsabilidade do 1º, 3º, 8º e 11º Comandos Regionais da Polícia Militar, com atenção especial a áreas de tradição açoriana, onde historicamente houve registros da prática.


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