Incêndio expõe falhas de acesso na Praça Nereu Ramos

Estudo aponta dificuldades enfrentadas por bombeiros e prevê mudanças na mobilidade e na estrutura do espaço

Redação

Publicado em: 8 de abril de 2026

4 min.

Incêndio expõe falhas de acesso na Praça Nereu Ramos Foto: Manuela Oliveira

Um incêndio de grandes proporções registrado no último fim de semana na Praça Nereu Ramos, no centro de Criciúma, evidenciou dificuldades de acesso enfrentadas pelo Corpo de Bombeiros durante o atendimento da ocorrência. Diante do cenário, a Defesa Civil iniciou um estudo técnico para reorganizar entradas e saídas do local e melhorar a mobilidade das equipes de emergência.

De acordo com o diretor da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes, a proposta é criar um plano específico para a praça, com rotas previamente definidas para facilitar o deslocamento das viaturas em situações de risco. A iniciativa é considerada inédita no município e busca reduzir o tempo de resposta em emergências.

Acesso limitado dificultou combate ao incêndio

Segundo o Corpo de Bombeiros, a estrutura atual da praça — com paisagismo, árvores e obstáculos — comprometeu a chegada dos caminhões até pontos estratégicos durante o incêndio.

O sargento Fischer explicou que as viaturas, especialmente as de grande porte, precisam de espaço adequado para operar. No caso recente, a dificuldade de aproximação impediu o uso mais eficiente de equipamentos, o que poderia ter acelerado o controle das chamas.

Plano prevê definição de rotas estratégicas

O estudo em andamento pretende estabelecer entre três e quatro pontos de acesso prioritários para os bombeiros. A ideia é que essas rotas sejam documentadas e utilizadas por todas as equipes em futuras ocorrências.

Entre as ações previstas estão:

  • Mapeamento das entradas e saídas da praça
  • Definição de rotas padronizadas para emergências
  • Adequação de espaços para circulação de viaturas
  • Possível remoção ou poda de obstáculos

Árvores e estrutura também serão avaliadas

Outro ponto identificado pelas equipes é a necessidade de manutenção da arborização. Algumas árvores antigas apresentam inclinação ou risco de queda de galhos, o que pode comprometer tanto a segurança dos frequentadores quanto o acesso das equipes de resgate.

A Defesa Civil já sinalizou a possibilidade de podas e ajustes na estrutura, com o objetivo de equilibrar preservação ambiental e segurança pública.

Objetivo é reduzir riscos e agilizar atendimentos

A principal meta das mudanças é garantir que, em futuras ocorrências, os bombeiros consigam chegar rapidamente ao local do incidente, com rotas claras e sem obstáculos.

A medida também deve aumentar a segurança de imóveis históricos e estabelecimentos comerciais no entorno da praça, além de proteger os frequentadores do espaço público.


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