O dólar caiu abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos nesta segunda-feira (13), enquanto o Ibovespa registrou leve alta, refletindo a melhora no cenário internacional e sinais de distensão geopolítica.
Por volta das 15h10, a moeda norte-americana recuava 0,36%, sendo negociada a R$ 4,994 — o menor patamar desde 27 de março de 2024. Já o principal índice da Bolsa brasileira subia 0,29%, aos 197.887 pontos.
O que impulsionou o mercado
O movimento positivo dos mercados foi impulsionado principalmente por fatores externos. Entre os principais destaques:
- Sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã
- Declarações do presidente americano Donald Trump sobre estabilidade no Estreito de Ormuz
- Indicações de que não há confronto em andamento na região
Segundo informações do portal Axios, os dois países seguem em diálogo, mesmo após não alcançarem um cessar-fogo definitivo no último sábado (11). Ainda há possibilidade de acordo, apesar das divergências sobre o programa nuclear iraniano.
Trump afirmou que o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz continua normal, com dezenas de embarcações transitando pela região — um ponto crucial para o comércio global de petróleo.
Petróleo recua após forte alta
Apesar do alívio parcial, o mercado de petróleo segue volátil. No mesmo horário:
- O WTI para maio subia 2,70%, a US$ 99,18
- O Brent avançava 4,32%, a US$ 99,24
Os preços chegaram a subir mais cedo diante das tensões no Oriente Médio, mas reduziram parte dos ganhos com o cenário mais moderado ao longo da tarde.
Cenário ainda exige cautela
Mesmo com a reação positiva dos mercados, analistas alertam que o ambiente internacional continua instável. Tensões simultâneas no Oriente Médio, na Ucrânia e na Ásia-Pacífico seguem no radar dos investidores.
De acordo com Eduardo Marzbanian, da Eleven Financial, choques de preços podem persistir, mesmo em cenários de trégua, indicando pressões inflacionárias mais duradouras.
Na América Latina, o fluxo de capital ainda favorece países emergentes exportadores de commodities, como o Brasil. No entanto, desafios internos permanecem, como:
- Aumento do custo de capital
- Deterioração de balanços corporativos
- Fragilidades econômicas estruturais
O desempenho do dólar e da Bolsa, portanto, reflete um cenário de alívio momentâneo, mas ainda cercado de incertezas globais.
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