Professoras são afastadas após denúncia de maus-tratos em escola de Chapecó

Crianças teriam sido amarradas com fita adesiva; caso é investigado pela Polícia Civil e pela Secretaria de Educação

Redação

Publicado em: 14 de abril de 2026

5 min.

Professoras são afastadas após denúncia de maus-tratos em escola de Chapecó Foto: divulgação

Pais de alunos do 2º ano do ensino fundamental de uma escola estadual de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, denunciaram um suposto caso de violência e constrangimento dentro da sala de aula. Segundo os relatos, crianças teriam sido amarradas com fita adesiva nas cadeiras como forma de punição. As professoras envolvidas foram afastadas de suas funções.

De acordo com as famílias, os episódios começaram a ser percebidos na última quinta-feira (9), quando os estudantes passaram a apresentar sinais de sofrimento emocional, como medo de frequentar a escola, choro frequente e resistência em participar das atividades.

Uma das mães relatou que o filho demonstrou desespero ao ser questionado sobre o comportamento. Segundo ela, a criança afirmou que evitava até pedir para ir ao banheiro por medo de sofrer punições.

Relatos apontam intimidação em sala de aula

Além da suposta contenção com fita adesiva, pais também denunciaram práticas consideradas intimidatórias por parte das professoras. Entre elas estão:

  • Ameaças verbais para controlar a turma
  • Uso de régua para bater nas mesas
  • Gritos frequentes direcionados aos alunos

As situações, segundo os responsáveis, teriam causado impacto direto no comportamento das crianças em casa e no ambiente escolar.

Professoras são afastadas e caso é apurado

Diante da gravidade das denúncias, a Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina (SED) instaurou um processo administrativo disciplinar para investigar a conduta das profissionais. O afastamento foi oficializado na segunda-feira (13).

Por meio da Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Chapecó, a pasta informou que o Núcleo de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola (NEPRE) realizou o acolhimento e a escuta especializada dos familiares dos estudantes.

A Polícia Civil também confirmou a abertura de investigação, mas informou que não irá se manifestar neste momento para preservar as vítimas e a comunidade escolar.

Repercussão entre pais e comunidade escolar

A repercussão do caso mobilizou os pais, que acompanharam o afastamento das professoras e relataram mudanças na comunicação da escola. Segundo informações, as profissionais foram removidas do grupo de mensagens da turma no mesmo dia em que a medida foi oficializada.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre o número de crianças envolvidas nem detalhes precisos sobre como os episódios teriam ocorrido. O caso segue sob apuração.

O que diz a Secretaria de Educação

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação afirmou que repudia qualquer tipo de violência dentro ou fora das escolas da rede estadual e reforçou que está adotando todas as medidas necessárias para esclarecer os fatos.

A pasta também destacou que o acompanhamento às famílias já foi iniciado e que o processo administrativo disciplinar irá apurar responsabilidades.


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